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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

13
Mar21

Fábula #17

O Coiso

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Fim de semana primaveril. Lá fora, os passarinhos cantam e o vento sopra com força. 

Acordei da minha sesta e dirigi-me à casa de banho, apenas para te encontrar no banho a masturbares-te. Estavas tão concentrada no acto que nem me viste, por isso deixei-me ficar na soleira da porta, a espreitar-te. Gemias baixinho, uma mão na borda da banheira, a outra no teu tesouro.

Começo a sentir o sangue a entumecer-me e uma sensação boa na minha mente, por isso dispo-me e começo, também eu, a masturbar-me devagar. Ver-te estava a deixar-me super excitado mas não te queria interromper, pelo menos para já.

Começas a arquear as costas e a respirar mais depressa, o orgasmo a chegar. E eu ali a ver-te, duro e pronto a vir-me também. Após o teu orgasmo não resisto e entro na casa de banho, de membro erecto e vontade bem explícita. Pego em ti ao colo e levo-te, a pingar, para a cama.

Agora, vamos ter uma conversa os dois...

21
Fev21

Fábula #16

O Coiso

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Estou confortavelmente deitado no sofá a ler e tu no computador a trabalhar. O almoço ainda me pesa no estômago e a volúpia de uma tarde passada na tua companhia faz-me sorrir. Nesse momento olhas para mim e perguntas o porquê do meu sorriso. Respondo que estar aqui, perto de ti, é o melhor tónico para a minha boa disposição. Sorris também.

Algum tempo depois, sinto movimento na tua mesa de trabalho e olho, por cima da leitura, para ti. Ajeitas o cabelo negro e comprido num rabo de cavalo, as costas arqueadas e a expressão serena. Miro languidamente os contornos do teu corpo, o teu peito grande e direito sem necessidade de apoio, a tua cara em perfil, lábios doces e carnudos, maçãs do rosto altas e olhos escuros e brilhantes como carvões numa fogueira. Novamente sorri. Novamente sou apanhado e questionado. Desta vez digo "És a mulher mais bonita que eu já vi na vida".

Levantas-te e vens até mim. Beijas-me demoradamente e montas-me com cuidado. As minhas mãos nas tuas. Sinto a tua pélvis na minha e fico imediatamente mais animado. A tua língua brinca com a minha e as tuas mãos largam as minhas e puxam-me o cabelo suavemente. Imediatamente começo a apalpar-te. Sei que queres que passe a mão no teu corpo e faço-te a vontade. A tua respiração acelera e dizes-me "quero-te" ao ouvido com voz rouca e sensual.

Com um golpe de rins levanto a minha pélvis contigo em cima de mim e puxo as calças de fato de treino e os boxers para baixo num movimento só. Afasto-te a tanga para o lado e coloco a cabeça do meu pau junto dos teus lábios. Lambes a mão e afagas-me, conferindo-lhe uma lubrificação que facilita a minha entrada. De uma estocada só enfias-me dentro de ti. Exalas ruidosamente e voltas a beijar-me, enquanto lentamente meneias a cintura. A cadência lenta facilita o teu orgasmo e rapidamente sinto-te a apertar-me mais e mais, os teus gemidos aumentam de tom e a onda cresce até ao climax. Nesse momento, tiras-me de dentro de ti e continuas com a mão. Olhas-me nos olhos e perguntas-me se gosto assim. As minhas mãos torcem os teus mamilos enquanto respondo que sim, que quero mais, que me quero vir para ti.

Não aguento mais, penso para mim. Fecho os olhos. Sabes imediatamente o que vai acontecer. De um salto colocas-te de gatas no meio das minhas pernas e aceleras com a mão enquanto olhas para mim e perguntas "queres-te vir na minha boca?". Respondo que sim e deitas a língua de fora, lambendo-me a glande docemente. Expludo imediatamente e fecho os olhos, sentindo o calor da tua boca fundo em mim, os teus lábios a preencherem-me, os teus gemidos de prazer misturados com os meus.

Depois beijas-me. Sinto o meu sabor na tua boca, salgado e acre, misturado com o mentolado da pasta de dentes. Abraço-te com força. Só assim faz sentido. Ficamos assim alguns minutos. A recuperar o ritmo cardíaco. Intimamente ligados, somos dois mas somos um. Depois beijas-me docemente, lábios com lábios, levantas-te e retomas o teu lugar na mesa de trabalho. Eu pego novamente na leitura mas antes, olho para ti. E sorrio...

 

14
Dez20

Fábula #15

O Coiso

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Fui ter contigo. Abriste-me a porta de casa e carinhosamente abraçaste-me. Beijei-te devagarinho, saboreando o teu hálito fresco e agradável. Sentei no teu sofá e aguardei que terminasses de te despachar. Hoje era dia de irmos passear os dois. Saímos de casa a pé e andámos um bom bocado até ao rio. Lá, começámos a falar animadamente de tudo e de nada. Contavas-me as novidades recentes do teu trabalho e eu falava de mim e dos meus, das aventuras e desventuras da minha vida. Olhaste-me nos olhos com aquele ar lânguido e disseste que estavas a ficar com frio.

Fomos novamente para tua casa e, assim que entrámos, descalçaste-te e pediste-me para me sentar no teu sofá para te aninhares comigo. Comecei a fazer-te cafuné devagarinho e quase sentia o teu ronronar, como se fosses um gatinho carente. De repente, pegaste na minha mão e levaste-a à boca. Brincaste com a tua língua em cada um dos meus dedos e meteste-a sobre o teu peito. Eu estava de olhos fechados e tacteei cuidadosamente até à tua barriga, por debaixo da camisola. Senti que te punhas a jeito da minha mão e delicadamente passei a minha mão pela tua barriga, ainda de olhos fechados.

Senti a tua boca perto da minha. Abri a minha ligeiramente e recebi a tua língua com delicadeza, brincando ao de leve com ela. Meteste a mão na minha nuca e puxaste-me para ti. A tua boca abriu completamente e beijaste-me com urgência, ao mesmo tempo que a outra mão me levantava o braço até alcançar o teu seio esquerdo. Apertei-o ligeiramente por cima do soutien rendado e ouvi um gemido leve saído da tua boca colada à minha.

Tiraste a mão da minha nuca e pousaste-a no meu colo. Eu já te tinha libertado o mamilo e brincava com ele, apalpando-o e torcendo-o docemente, ao som dos teus gemidos cada vez mais altos. Uma torção mais forte fez-te sorver o ar mais rapidamente e a tua mão começou a brincar com a minha braguilha, tentando desapertá-la. Em segundos o meu pau já duro estava na tua mão e o teu corpo estava mais colado no meu, dificultando que te apalpasse a mama, mas facilitando o acesso ao teu rabo. Foi lá que me fixei, enfiando sub-repticiamente a mão por dentro do elástico das tuas calças. Apertei bem o teu rabo, sentindo a sua firmeza e elasticidade, bincando com a tanga que trazias vestida e procurando as tuas zonas secretas à procura da desejada humidade.

Largaste o meu pau de repente e, sem parar de me beijar, levantaste-te e pegaste-me numa mão. Pediste-me para me deitar no chão e despiste-me as calças e os boxers ao mesmo tempo. Já nu da cintura para baixo, fechei novamente os olhos quando te deitaste ao meu lado e me beijaste. A tua mão novamente no meu pau, mas desta vez com uma perna sobre mim. Voltei a apalpar-te o rabo, desta vez com mais força, enquanto me masturbas devagar e me beijas apaixonadamente. A tua mão percorre a minha barriga e o meu peito, expondo os meus mamilos, que prossegues a chupar e entumescer com afinco.

Eu já suo. Que tortura. Mas quero continuar assim, quero que tu dites as regras, que tu me mostres o que queres fazer. Apercebes-te de que eu já transpiro e puxas a minha camisola para cima. Eu sento-me e deixo-te despir-me. Acto continuo, deitas-me novamente e tiras a tua camisola e soutien, ficando nua e magnífica da cintura para cima. Novamente deitas-te em cima de mim e beijas-me, cada vez com mais urgência. Os teus seios nus apertados contra mim. A minha mão no teu rabo, por dentro das calças novamente, a explorar aquilo que ainda não consigo ver mas que quero sentir.

Sentas-te, pedes-me para fechar os olhos e tapas-mos com a venda de avião que te ofereci. Ouço um restolhar, os teus passos a afastarem-se, depois a voltarem. A tua boca beija o meu pau semi consciente até ao despertar total. Sinto-te a entrar cada vez mais fundo, os teus dentes a roçarem a minha pele sensível, a tua língua a brincar com a minha glande, a tua saliva a encharcar-me de cima abaixo. Depois páras e beijas-me. Sinto as tuas pernas a fecharem ligeiramente as minhas e a tua pele a tocar o meu pau novamente. Sinto a pressão do teu corpo sobre ele e depois algo a afastar-se para eu entrar. A acompanhar, um delicioso gemido de prazer vem de cima de mim e as tuas mãos puxam-me os pêlos do peito. Sinto-te a apertar-me à medida que vais subindo e descendo e a tua humidade a encharcar as minhas virilhas à medida que vais-me enfiando mais e mais fundo a cada estocada das tuas ancas sobre as minhas.

Sinto a tua mama sobre a minha boca e as tuas mãos nas minhas. Deito a língua de fora e lambo-te o mamilo, depois trinco-o ao de leve e ouço o teu arfar aumentar enquanto me fazes entrar ainda mais fundo sobre ti. Já não consegues conter os teus gemidos e já te ouço a dizer baixinho "Ai foda-se, tão bom Coiso, o teu pau é tão bom". Liberto as minhas mãos das tuas e agarro-te nas ancas. Deitas-te sobre mim e eu flecto as pernas, ficando eu em posição de te penetrar, que é o que faço o mais rápido e fundo que consigo. Os teus gemidos baixos ao meu ouvido passam a gritos a cada estocada minha. Tiro a venda dos olhos e viro-te. Agora estás tu de costas no tapete da sala e eu sobre ti.

Não te beijo. Abro-te as pernas e brinco com o teu clitóris, batendo-te com o meu pau ritmadamente. Sugas novamente o ar e pedes-me que te foda depressa. Enfio-me docemente entre as tuas pregas e vou bem fundo, enquanto ponho as mãos uma de cada lado da tua cabeça. A tua mão direita no meu rabo faz força para baixo à medida que vou estocando dentro de ti. Aumento a velocidade e os teus olhos reviram, enquanto me arranhas o rabo. Vou-me vir, dizes-me. Sinto-te a apertar-me cada vez mais enquanto arqueias as costas e gemes mais alto. Socooooorrrrroooooooooooooooooooooo, foi o que disseste enquanto te vinhas. Desacelerei, deixando-te a curtir o orgasmo e a experiência. Estremeceste quando entrei novamente fundo dentro de ti. Pegaste-me na cara e puxaste-me para ti num beijo de profundo agradecimento. Eu não parei de te penetrar mas desacelerei, pois o meu êxtase estava a chegar e não sabia se ainda querias mais.

Vieste-te?

Não.

Quero que te venhas na minha boca.

Pus-me de joelhos e tu, de quatro, enfiaste-me o mãximo que conseguias na tua boca, enquanto com a mão me masturbavas e fazias festas nos tomates. Assim ficaste, meneando, sentindo o teu sabor e sentindo-me cada vez mais próximo de me vir. Quando estava mesmo quase avisei. Tiraste as duas mãos e colocaste uma de cada lado do meu rabo, puxando-me para ti. Finalmente verti a minha semente na tua boca, acho que directamente na tua garganta, enquanto o meu corpo era assaltado por estertores fortes e arrepios bons.

Depois de me vir, engoliste, abriste a boca para eu ver que estava vazia e beijaste-me, ainda a saber a mim.

06
Abr20

Fábula #14

O Coiso

Sozinha em casa, ela estava a dar em doida. O namorado morava apenas no concelho ao lado, mas há mais de um mês que não podia estar com ele, porque as regras da civilização e da cidadania não lhe permitiam.

Assim, pega no telefone e liga-lhe. A sua voz pedia mais intimidade, mas o facto de ele morar com os pais não lhes dava a privacidade que necessitavam. Combina ligar-lhe novamente mais tarde, apesar de no dia seguinte ser dia de trabalho.

Já noite cerrada, o despertador dela toca. Faltam apenas dez minutos para a hora combinada. Uma ida rápida à casa de banho e uma troca de roupa para aquele baby doll que o deixava doido.

Liga o computador e abre a aplicação de comunicação. Liga para o namorado, que atende, ainda meio ensonado. Rapidamente ele esbugalha os olhos ao vê-la vestida com a pequena peça de lingerie. Ela faz-lhe sinal com um dedo para ele não fazer barulho e ela coloca o microfone dela o mais baixo possível. Entra na aplicação de música e carrega no play na música previamente escolhida. Levanta-se e começa a dançar sensualmente para ele, que demonstra estar cada vez mais excitado. No final da música ela senta-se novamente e pergunta “Já acordaste?”. Ele anui, ainda meio aparvalhado com aquilo a que acabou de assitir.

“Estás duro?” Novamente, a cabeça dele anui, silenciosamente. “Quero ver!”, diz ela. Ele muda a câmara do telemóvel e aparece o seu pau duro, com uma mão vagarosa a massajá-lo lânguidamente. Ela sente imediatamente um assomo de luxúria. Há semanas que sonha com ele dentro dela. Infelizmente, ainda não será hoje. Então, despe o minúsculo fio dental e começa a tocar-se. Ele muda de câmara para a cara dele, novamente. Ela imediatamente pára e diz “Não… hoje quero só ver-te a bater uma ao mesmo tempo que eu. Ai de ti que te venhas primeiro que eu. Aguenta.”

A câmara foca novamente o pau duro e ela recomeça, olhando-o fixamente. Humedece bem dois dedos com a lingua e começa a fazer movimentos circulares entre as suas pernas. Sente-se a ficar cada vez mais lubrificada e excitada. O movimento no ecrã continua vagaroso e ela pede “Mais depressa…”. Ele foca por uns segundos a cara para ela ver a angústia que a situação lhe está a causar. Ela ri-se e diz “Meu menino, hoje sou eu que quero ser egoísta…”. Ele foca novamente o pau e acelera um pouco o ritmo da masturbação, ao que ela enfia um dedo dentro dela. Quase que explode de prazer logo ali, mas não seria aqulo que ela precisava naquele momento por isso diz-lhe para parar. Ele pára imediatamente e ela levanta-se. Precisa de algo que a preencha melhor. Desliga a câmara momentaneamente e vai até ao seu esconderijo buscar o dildo que as amigas lhe haviam oferecido no ultimo aniversário. Na altura não tinha namorado por isso foi-lhe útil mas desde que o conhecera nunca mais o usara.

Volta a ligar a câmara e verifica que o namorado havia adormecido. Liga-lhe para o telemóvel, mas ele já foi. Desanimada mas ainda excitada, pega no dildo e volta para a cama. Despe-se toda e vai passando o dildo pelo corpo com volúpia. Pensa na última vez que havia estado com um homem que não o namorado. Algum tempo depois do aniversário, numa ida a uma discoteca, havia conhecido um homem, mais velho. Ele havia-a levado para casa dele, onde fizeram sexo tórrido até ao início da manhã seguinte. Lembrou-se do pau dele a penetrá-la enquanto ela estava de quatro na cama dele com uma almofada na boca para não gritar, uma mão forte dele a segurá-la no ombro e a outra na anca enquanto a penetrava vigorosamente. Sentindo-se a humedecer novamente, penetrou-se com o dildo e empurrou-o até bem fundo do seu corpo. Imediatamente sentiu algo semelhante a um choque eléctrico a percorrer-lhe a coluna. Continuou com a imagem de 4 na mente enquanto se masturbava com o dildo, cada vez mais rápido. O orgasmo chegou rápido, como uma onda do mar a rebentar na orla de uma praia. Não estava ainda contente, por isso imaginou-se a montar o desconhecido, enquanto ele lhe apalpava os seios entumescidos. Naquela madrugada já longínqua cavalgou-o durante o que lhe pareceu uma hora e veio-se repetidamente com ele dentro dela, enquanto apoiava as mãos no seu peito peludo, enterrando-o bem fundo dentro de si.

Desta vez, não foi apenas uma onda, foram várias. Veio-se repetidamente, enquanto fazia o dildo penetrá-la cada vez mais rápido e mais fundo. Finalmente, sentiu que vinha lá o tsunami. Gemendo cada vez mais alto, parecia que o ar lhe faltava enquanto uma explosão de prazer percorria desde o seu cérebro até ao interior das suas coxas. Deixou-se estar, ainda com o dildo dentro dela, enquanto estabilizava a respiração, brincando devagar com os seus mamilos erectos como espigões de metal.

Foi assim que adormeceu. Com o dildo entre as pernas, nua e destapada, mas completamente saciada. No dia seguinte, acordou com o despertador e uma dor boa dentro de si. Foi à casa de banho, lavou a cara e olhou-se no espelho. Estava linda hoje. Pegou no telefone e ligou para o namorado, acordando-o novamente. Explicou-lhe que não precisava dele e que estava tudo acabado entre eles. Não lhe pareceu que ele tivesse ficado muito chateado. E ela ficou ainda menos.

Afinal, em casa tinha muito melhor…

 

18
Mar20

Fábula #13

O Coiso

Manhã cedo. Hoje é o dia número 3 de lockdown total. As pessoas estão com medo, o pânico está instalado, o governo declara isolamento total. As pessoas estão proibidas de sair de casa. O telefone está mudo, o trabalho está a ser feito remotamente.

As vontades aumentam. Ele está completamente isolado e não fala ou vê ninguém desde sábado. A solidão começa a afectá-lo. A blogosfera não fala de outra coisa, o mundo encontra-se em pausa, neste momento. Necessita contacto com mais alguém.

Contacta a Flausina. Pergunta-lhe se quer encontrar-se com ele. A resposta demora algumas horas. Claro que sim, lê no email. Algumas trocas de emails alinham o tema. No Motel, dentro de 4 horas. O pagamento é feito imediatamente, por MBWay. Sai de carro e desloca-se os quilómetros necessários para chegar ao destino e, ao entrar na garagem, vê que não foi o primeiro a chegar. Um SUV de cor escura já se encontrava estacionado. Apenas passavam 5 minutos da hora.

Ao entrar no quarto, ouve-se o barulho de um chuveiro. Ela estava a tomar banho. Em virtude da conjuntura, parece-lhe bastante sensato. Despe-se completamente e desloca-se para a casa de banho. Ao entrar, ela está de costas para a porta, a acabar de se ensaboar. Fica alguns segundos à porta, assimilando a imagem.

Silenciosamente, atravessa a casa de banho até ao chuveiro e anuncia a presença com algumas pancadas suaves no vidro. Ela vira-se para e ele aprecia o magnífico corpo dela, tal como veio ao mundo, em todo o seu esplendor. Faz-lhe sinal para entrar e, quando ele o faz, é agraciado com um beijo suave e terno na boca, um choque de lábios apenas.

Ela sai do duche e rapidamente ele lava-se, sempre com ela a olhá-lo. Sai do duche e ela atira-lhe uma toalha seca. Rapidamente seca-se e, ainda nu, vai ter com ela. Ela ri-se e diz... "Anda cá que eu não te aleijo"

Os corpos de ambos uniram-se na cama, fundindo-te num só. A tensão acumulada fez com que rapidamente atingissem o orgasmo, mas nenhum deles quis parar o momento. Continuaram a beijar-se, a tocar-se e a fundir-se um no outro, apenas se ouvindo os gemidos e a respiração acelerada de cada um.

Após o que pareceu imenso tempo, ambos encontravam-se saciados. Para já. Verificaram que ainda tinham duas horas e, calmamente, beijaram-se mais um pouco e sorriram um para o outro. Conversaram sobre o que haviam feito nos últimos dias, dos problemas no trabalho e do que se estava a passar com família e amigos. Viram as notícias e aperceberam-se de que estava prestes a ser declarado o estado de emergência. Em breve deixariam de poder contactar fisicamente um com o outro. E não sabiam por quanto tempo. Olharam nos olhos um do outro e decidiram, silenciosamente, que não se podiam despedir assim. Então, tomados pelo desejo e pela luxúria, uniram os seus corpos num só, sentindo a urgência do momento. Desta vez, foi sexo puro. Uma corrida para ver quem chegava primeiro à meta. Ela ganhou a corrida estrondosamente e, tomada pela tesão, deleitou-se com o pau dele, firme e suplicante pela boca dela, até ao orgasmo final.

28
Fev20

Fábula #12

O Coiso

Afonso chega ao trabalho e liga o computador. Enquanto a máquina carrega todas as aplicações instaladas, vai preparar um café, recordando o dia anterior. A troca de galhardetes tinha-o deixado animado, no entanto não tinha como contactá-la, pois não tinham trocado contactos.

Pega na chávena cheia do delicioso líquido fumegante e retorna ao posto de trabalho, sorrindo com a lembrança de uma farpa mais incisiva que tinha terminado a conversa. Havia saído por cima, claramente. E não podia esperar pela próxima oportunidade. Talvez amanhã ela fizesse outro comentário e ele pudesse responder com a sua costumeira provocação… Pena o perfil dela estar bloqueado, senão já lhe tinha enviado um email.

Já sentado, percorre rapidamente o email para procurar tópicos de resposta urgente. Resolve os casos mais prementes e abre o browser, como habitualmente, para aceder ao email pessoal. Tinha ouvido alguns lembretes sonoros no telemóvel, provavelmente publicidade, mas gostava de manter a caixa limpa. Ao abrir o email, abre-se-lhe um sorriso na cara “Já estás!”. Entre os previsíveis emails de publicidade encontrava-se um email com o título “Olá”, de uma mulher chamada Manuela. Só podia ser a Flausina, com quem trocava provocações há algumas semanas.

Responde ao email rapidamente, com a habitual atitude a roçar a arrogância e recebe uma resposta condizente. Trocam emails durante toda a manhã e, na hora do almoço, ele lança-lhe a escada. “Queres encontrar-te comigo?”

A resposta foi rápida e telegráfica. “Onde e quando?” Ele responde onde está naquele momento e que pode passar a tarde com ela. E ela nos minutos seguintes escreve “Não saias daí, dá-me meia hora”. Em anexo, uma fotografia tirada num wc, mostra uma pessoa baixa, em forma e vestida de forma profissional. A cara ficou tapada pelo flash, o que lhe aguçou ainda mais a curiosidade.

Algum tempo depois, Afonso vê o mesmo traje profissional a entrar no restaurante e a olhar em volta. Afonso faz-lhe sinal e, à medida que ela se aproxima da mesa, um sorriso aflora-lhe nos lábios. Ela senta-se na mesa, sem sequer o cumprimentar, faz sinal ao empregado, pede um café e uma água sem gás com voz rouca e ligeiramente afogueada e finalmente olha-o directamente nos olhos e diz-lhe: “Tu és completamente maluco, não és?”. Se esta frase fosse escrita num email soaria agressiva, mas dita, olhos nos olhos, com aquele sorriso meio assustado e linguagem corporal defensiva, mostrava que Manuela não estava habituada àquilo.

“Sabes que sim… Ou ainda não tinhas percebido?”

“Não queria acreditar que chegasses tão longe.”

“Mas cheguei. E agora, qual é o teu plano?”

“Sair daqui o mais rapidamente possível.”

“A conta, por favor!”

 

16
Set19

Fábula #11

O Coiso

Abriu o email e sorriu. Conforme prometida, lá estava a mensagem que ele esperava e que havia sido prometida por ela no dia anterior. Não reconheceu o email, mas não foi isso que o fez esmorecer.

"Às onze da manhã no motel, quarto 19. Podemos desmarcar até uma hora antes, por isso liga-me para o 9xxxxxxxx se acontecer aguma coisa". Não sabia que número era aquele. Só podia ser ela.

Era exactamente aquilo que ele queria. Apanhá-la em flagrante. Há meses que desconfiava que ela o traía. Criou uma conta falsa na aplicação de encontros, encontrou-a, fez-se passar por um médico recém lincenciado e seduziu tranquilamente a sua esposa em menos de duas semanas, enviando-lhe emails porcos e algumas fotografias que ia sacando da net.

Ela nunca respondia com imagens suas, mas sim com descrições excessivamente pormenorizadas do que essas mensagens e imagens lhe provocavam. Nem parecia dela aquele tipo de linguajar. Já estava com ela há mais de dez anos e nunca a ouvira sequer a dizer palavrões, excepto na ocasional topada em algum móvel da sala ou do quarto com as luzes apagadas. O sexo, cada vez menos frequente, era constantemente iniciado por ele e ela ficava de pernas abertas a respirar fundo enquanto ele a penetrava sem grande ânimo até se vir. Depois ia à casa de banho, lavava-se e deitava-se encostada a ele, dando-lhe um beijo rápido de boas noites antes de adomecer rapidamente.

Às 10:30, falou com o patrão, pediu-lhe para sair alegando uma súbita dor de dentes e conduziu o até ao motel combinado. Ao fim de 15 anos de lealdade na empresa, não lhe faziam muitas perguntas. Era um homem de sorte, trabalhador e bom chefe de família. Aparentemente, também um valente corno. Mas hoje isso ia terminar. Ia fotografar a sua entrada no motel, ia mandar-lhe uma carta do advogado a pedir o divórcio e a exigir uma compensação por danos morais tão alta que ela ia dar-lhe a casa sem mais questões.

Chegou ao hotel 10 minutos depois, no carro da empresa. Estacionou atrás de outro carro e ficou à espera. Fumou um cigarro, depois outro, depois saiu do carro, às 11:05 verificou o email. "Já cheguei!" Mas como, se não vira nenhum carro a entrar? Dirigiu-se à porta do motel, tocou à campainha, disse o nome da reserva e o número do quarto e entrou. Na garagem do quarto 19 estava um carro que não conhecia. "Que estranho".

Saiu do carro, subiu a escada, abriu a porta e encontrou uma senhora que não reconheceu sentada na cama. "Quem é você?" perguntou. "Inspectora Clara Vidal, Polícia Judiciária." Da casa de banho, saiu um elemento fardado e atrás dele, a sua mulher, em estado de choque...

19
Dez18

Fábula #10

O Coiso

Chego ao Motel onde combinámos encontrar-nos para uma hora de almoço prolongada. O trabalho e a vida impedem-nos de fazermos uma vida sexual normal, pelo que às vezes sabe bem recorrer a estes pequenos prazeres proibidos. 

 

Leio novamente a mensagem que me mandaste e procuro o quarto 06, onde disseste que já estavas. Estaciono o carro atrás do teu e subo a escada até ao quarto. Entro e não vejo ninguém, mas ouço o chuveiro. Estás a tomar um duche. Dispo-me completamente e sorrateiramente, abro a porta do duche. Só dás pela minha presença quando de forma meiga mas firme te encosto à parede. Ajoelho-me atrás de ti e abro-te as pernas. Afasto as bochechas do teu rabo, enfio um dedo na tua cona molhada e a língua no teu cu. A água que te escorre pelas costas dificulta a minha respiração, mas resolutamente continuo. Ouço-te a arfar enquanto aficadamente te lambo pelo que decido que de um dedo irei passar a dois. Depois de enfiar ouço-te a gemer. Estás a chegar ao ponto. As tuas pernas começam a tremer e a tua mão agarra-me os cabelos de forma quase dolorosa. Está quase. Acelero a penetração e sinto o teu interior a prender os meus dedos como se fosse um torno. Finalmente, gemes a sério e sei que te estás a vir. Os teus sucos confundem-se com a água do chuveiro e as pernas quase te falham.

 

Pedes-me para parar, como fazes sempre a seguir ao sexo oral. Precisas de ser fodida convenientemente ou então de um período de calma. Levanto-me à tua frente, beijo-te, apalpo-te as mamas com força e digo "Olá, cheguei". É neste momento que te ajoelhas. Queres retribuir. Agarras-te ao meu pau e masturbas-me para ficar rijo, mas já não é preciso. Rapidamente o beijas, lambes e enfias na boca. Primeiro apenas a cabeça, depois todo, gulosa. Em segundos sinto aquela sensação primária de um orgasmo a chegar, pelo que me agarro às barras que convenientemente estão colocadas nos laterais do chuveiro fechado. Apercebes-te e redobras os esforços. Queres que me venha na tua boca. Queres ficar quite comigo, antes de passarmos à cama.

 

Quando estou quase a vir-me, informo-te disso e tu, cabra como ninguém, perguntas "Mas queres que pare é?" deixando-me o pau a latejar, quase a vir-me, sem sequer me tocares. Meio doido de excitação, pego na tua cabeça e tento dirigir-te novamente para mim, mas foges e brincalhona dizes-me "Não tou a perceber, não era para parar?". Chamo-te nomes e tu ris-te. Fazes-lhe uma festa, continuas pelos tomates e prossegues até me afagares o rabo. Abro ligeiramente as pernas para facilitar o acesso enquanto me beijas novamente o pau. Enfia-lo novamente na boca, enquanto me enfias também um dedo no cu. Sabes que gosto quando fazes isso, pelo que me vais presentear com isso. Novamente chupas-me com vigor, desta vez autorizando a minha mão a guiar-te a cabeça e a definir o ritmo do movimento, enquanto vais enfiando o dedo cada vez mais fundo. Em breve preciso de me agarrar às barras laterais para não cair. Mas desta vez não paras. Continuas, cada vez mais fundo, cada vez mais rápido, até finalmente me vir na tua boca e satisfazer esse desejo que era teu mas que também eu compartilhava contigo.

17
Dez18

Fábula #9

O Coiso

Sonic Youth - Massage the History

 

Naquele dia, Joana precisava de uma massagem. Recorrer aos serviços de uma profissional que lhe conseguisse aligeirar as dores que as costas lhe estavam a provocar. Tinha mesmo que marcar a consulta para a redução do peito. Estava a tornar-se doloroso para as costas dela todo aquele peso e para a mente dela todos os homens que a miravam de forma gulosa só porque tinha um peito demasiado generoso.

Aos 16 anos, quando as mamas começaram a tomar as dimensões actual, era frequente as suas colegas lhe perguntarem, com alguma inveja, se ela gostava de ter um peito assim tão grande. Alta e de constituição larga, Joana fora alvo dos olhares dos rapazes desde os seus doze anos, pelo que já estava habituada e, felizmente, os pais tinham-lhe dado educação para não se deixar afectar em demasia por esses olhares. Agora, com 30 anos e uma solteira por opção, já a incomodavam mais do que a divertiam e, como a saúde está sempre em primeiro lugar, já tinha metido na cabeça a redução.

Procurou na internet, encontrou um centro de massagens terapêuticas e ligou a marcar hora. Felizmente, conseguiu vaga à primeira. Um pouco mais tarde do que desejaria, mas sempre conseguiria fazer as compras da semana antes. E se bem pensou melhor o fez. 

Chegada ao centro, foi atendida por um jovem que ficou apalermado com a sua aparência. Deixou cair a caneta antes de lha passar e ao chegar-se para trás para lhe indicar o caminho para a sala, quase caiu porque não conseguia desviar os olhos do peito.

Ao entrar na sala, uma simpática menina de 20 e poucos anos instruiu-a a despir-se e deitar-se na marquesa de barriga para baixo. Saiu e ela assim fez, mantendo apenas as pequenas cuequinhas azuis escuras. No entanto, como o peito lhe provocava o maior desconforto, colocou uma almofada em cima da barriga, por forma a ficar mais confortável. Uns segundos depois, ouviu a porta abrir-se e a menina a perguntar se estava pronta. À resposta positiva seguiu-se a habitual pergunta "Onde sente a maior tensão" e respondeu que eram por todas as costas até aos rins. Manteve-se em silêncio e quando sentiu as mãos quentes da menina de forma suave, pediu para ela colocar maior pressão na massagem.

Dos ombros, a menina passou para a zona das omoplatas e rapidamente disse "está aqui um nó" e tratou de aliviar a pressão na zona que tanto estava a incomodar. Mais de dez nós depois, Joana já se sentia muito mais aliviada e ouve a menina perguntar "Há mais alguma zona que precise de aliviar?". Joana olha para o relógio, vê que o tempo definido para a sessão ainda pouco passa de meio por isso diz "Sim, obrigado, na zona das coxas, com força por favor". Joana sente as mãos da menina a relaxarem a sua coxa esquerda, pelo que suspirou e deixou-se ir nas boas sensações. Da coxa esquerda, a menina passou para a direita, sempre com uma pressão adequada e, quando esperava que terminasse, a menina pergunta "Posso continuar?".

Joana responde que sim e sente, para sua surpresa, a mão com força nas suas virilhas. Antes ainda de pensar se ia protestar ou não, uma sensação de prazer invade-a quando um dedo conhecedor afasta a cuequinha para o lado e a penetra, tendo de se conter para não gemer alto. Em apenas alguns segundos, aquela menina estava a conseguir provocar-lhe aquilo que nenhum homem até hoje tinha alcançado. Deixou-se ir e num instante já se tornava difícil aguentar em silêncio. Começou a gemer baixinho e a menina diz-lhe "Ahh, agora sim" enquanto a penetrava mais rápido. "Pode vir-se à vontade, as nossas salas são insonorizadas".

Então, Joana decide libertar tudo o que tinha para libertar e pede "Mais, mais". A menina enfia mais um dedo nas suas profundezas encharcadas e, com a outra mão, puxa a cuequinha para o lado, para não provocar dores ou outros ardores. Finalmente Joana consegue sentir aquela enxurrada de prazer que só sentia quando se masturbava em noites de solidão a encher-lhe o peito, empina um pouco mais o rabo enquanto se agarra ao lateral da marquesa e liberta um orgasmo que há demasiado tempo andava a ser reprimido. E logo a seguir, de novo a enxurrada, qual ondulação na praia a recuar para depois avançar resoluta. Desta vez Joana não aguenta e grita "SIM! Oh Sim!" e a menina acelera a massagem até Joana gritar de júbilo. 

Com este segundo orgasmo, Joana estremece violentamente e quase cai da marquesa. A menina segura-a com uma firme delicadeza e diz "Uau, nunca tinha provocado um orgasmo tão forte" enquanto acaricia ao de leve o rabo de Joana, que lentamente sente a respiração a voltar ao normal. Envergonhada, pede desculpa ao que a menina responde "Não tem de pedir desculpa. Ainda bem que gostou! Vou deixá-la à vontade. Desejo-lhe u  resto de dia fantástico.

Devagar, Joana levanta-se da marquesa, controla a respiração, confirma que consegue firmar os pés no chão com segurança, veste-se e sai do centro saciada e sem dores nas costas. Telefona para o Hospital e rapidamente marca a consulta para a redução mamária para a semana seguinte.

27
Nov18

Man Eater

O Coiso

"Hoje não está a ser nada fácil"

Exasperado, ele senta-se à mesa, enquanto ela serve o jantar.

"Então, que se passa? Não sai nada de jeito?" - pergunta ela, meio preocupada, meio brincalhona, sabendo o quanto o seu amado era dado ao exagero.

"Não sei, parece que as ideias estão todas a fugir-me" - responde ele servindo-se de um copo de vinho tinto

Durante a refeição, falam de assuntos triviais, ela cuidadosamente evitando temas que o possam lembrar do bloqueio criativo que o assola, ele relaxando e aparentemente ultrapassando a situação. Como sempre demoram bastante e desfrutam da companhia um do outro. Casados há mais de 10 anos, não há nunca falta de tema. Nem que seja brincarem um com o outro por causa das suas vidas profissionais tão diferentes. Mas hoje não, ela tem o cuidado de afastar a conversa do trabalho, preferindo distraí-lo com as notícias desportivas que ele tanto gosta e falando-lhe de temas banais como as compras da semana e as tropelias do filho na escola. No final da refeição, já está com o homem alegre e risonho por quem se apaixonou. Já revê nele a confiança que o levou a arrancar-lhe um beijo duas horas depois de a conhecer numa festa com amigos comuns, beijo esse que a deixou tão furiosa pelo topete como surpreendida pela reacção do seu corpo. E foi assim que, nessa noite, soube o que era apaixonar-se.

Ao longo da adolescência, havia coleccionado namorados como quem colecciona cromos de futebol. Havia perdido a virgindade cedo, com o quinto ou sexto rapaz que beijara, pensando que ele seria o tal, ainda uma tola imberbe de quinze anos. Quando ele deixou de lhe falar no dia seguinte, ela percebeu que os homens apenas a queriam para uma coisa - o seu corpo sinuoso como uma estrada de montanha. Então, resolveu aproveitar e divertir-se o mais possível, retirando ao mesmo tempo o máximo proveito disso. Durante o restante tempo no liceu, recusou envolver-se com os outros miúdos da escola, preferindo rapazes mais velhos, que lhe pudessem proporcionar uma vida melhor. Era frequente vê-la com malas, ténis ou blusas de marca, oferecidas pelo mais recente namorado, que trocava rapidamente após se fartar dele. Na faculdade, que concluiu rapidamente, seduzia colegas pelos apontamentos. Após terminar o curso, apenas procurava homens abastados, até ao dia em que aquele escritor meio hippie lhe trocou as voltas do destino e a virou do avesso com um beijo roubado durante uma animada conversa acerca de música Indie.

Hoje, mulher mais madura, mãe de uma criança, gosta de relembrar esses momentos com o seu homem. E é isso que faz no final da refeição. Vai até ao quarto, veste o sarong que ele lhe ofereceu sem nada por baixo e assoma à porta do escritório onde ele se encontra, meio absorto a olhar para o computador. Quando ele levanta os olhos, ela sabe que ele a deseja tanto como no dia em que a beijou. Ela mete a mão ao pescoço, desata o nó do sarong, deixa-o cair no chão, observa a reacção do seu homem, sorri e vai para o quarto... Por hoje o trabalho está feito. A inspiração terá que vir amanhã...

 

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