Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

06
Abr20

Fábula #14

O Coiso

Sozinha em casa, ela estava a dar em doida. O namorado morava apenas no concelho ao lado, mas há mais de um mês que não podia estar com ele, porque as regras da civilização e da cidadania não lhe permitiam.

Assim, pega no telefone e liga-lhe. A sua voz pedia mais intimidade, mas o facto de ele morar com os pais não lhes dava a privacidade que necessitavam. Combina ligar-lhe novamente mais tarde, apesar de no dia seguinte ser dia de trabalho.

Já noite cerrada, o despertador dela toca. Faltam apenas dez minutos para a hora combinada. Uma ida rápida à casa de banho e uma troca de roupa para aquele baby doll que o deixava doido.

Liga o computador e abre a aplicação de comunicação. Liga para o namorado, que atende, ainda meio ensonado. Rapidamente ele esbugalha os olhos ao vê-la vestida com a pequena peça de lingerie. Ela faz-lhe sinal com um dedo para ele não fazer barulho e ela coloca o microfone dela o mais baixo possível. Entra na aplicação de música e carrega no play na música previamente escolhida. Levanta-se e começa a dançar sensualmente para ele, que demonstra estar cada vez mais excitado. No final da música ela senta-se novamente e pergunta “Já acordaste?”. Ele anui, ainda meio aparvalhado com aquilo a que acabou de assitir.

“Estás duro?” Novamente, a cabeça dele anui, silenciosamente. “Quero ver!”, diz ela. Ele muda a câmara do telemóvel e aparece o seu pau duro, com uma mão vagarosa a massajá-lo lânguidamente. Ela sente imediatamente um assomo de luxúria. Há semanas que sonha com ele dentro dela. Infelizmente, ainda não será hoje. Então, despe o minúsculo fio dental e começa a tocar-se. Ele muda de câmara para a cara dele, novamente. Ela imediatamente pára e diz “Não… hoje quero só ver-te a bater uma ao mesmo tempo que eu. Ai de ti que te venhas primeiro que eu. Aguenta.”

A câmara foca novamente o pau duro e ela recomeça, olhando-o fixamente. Humedece bem dois dedos com a lingua e começa a fazer movimentos circulares entre as suas pernas. Sente-se a ficar cada vez mais lubrificada e excitada. O movimento no ecrã continua vagaroso e ela pede “Mais depressa…”. Ele foca por uns segundos a cara para ela ver a angústia que a situação lhe está a causar. Ela ri-se e diz “Meu menino, hoje sou eu que quero ser egoísta…”. Ele foca novamente o pau e acelera um pouco o ritmo da masturbação, ao que ela enfia um dedo dentro dela. Quase que explode de prazer logo ali, mas não seria aqulo que ela precisava naquele momento por isso diz-lhe para parar. Ele pára imediatamente e ela levanta-se. Precisa de algo que a preencha melhor. Desliga a câmara momentaneamente e vai até ao seu esconderijo buscar o dildo que as amigas lhe haviam oferecido no ultimo aniversário. Na altura não tinha namorado por isso foi-lhe útil mas desde que o conhecera nunca mais o usara.

Volta a ligar a câmara e verifica que o namorado havia adormecido. Liga-lhe para o telemóvel, mas ele já foi. Desanimada mas ainda excitada, pega no dildo e volta para a cama. Despe-se toda e vai passando o dildo pelo corpo com volúpia. Pensa na última vez que havia estado com um homem que não o namorado. Algum tempo depois do aniversário, numa ida a uma discoteca, havia conhecido um homem, mais velho. Ele havia-a levado para casa dele, onde fizeram sexo tórrido até ao início da manhã seguinte. Lembrou-se do pau dele a penetrá-la enquanto ela estava de quatro na cama dele com uma almofada na boca para não gritar, uma mão forte dele a segurá-la no ombro e a outra na anca enquanto a penetrava vigorosamente. Sentindo-se a humedecer novamente, penetrou-se com o dildo e empurrou-o até bem fundo do seu corpo. Imediatamente sentiu algo semelhante a um choque eléctrico a percorrer-lhe a coluna. Continuou com a imagem de 4 na mente enquanto se masturbava com o dildo, cada vez mais rápido. O orgasmo chegou rápido, como uma onda do mar a rebentar na orla de uma praia. Não estava ainda contente, por isso imaginou-se a montar o desconhecido, enquanto ele lhe apalpava os seios entumescidos. Naquela madrugada já longínqua cavalgou-o durante o que lhe pareceu uma hora e veio-se repetidamente com ele dentro dela, enquanto apoiava as mãos no seu peito peludo, enterrando-o bem fundo dentro de si.

Desta vez, não foi apenas uma onda, foram várias. Veio-se repetidamente, enquanto fazia o dildo penetrá-la cada vez mais rápido e mais fundo. Finalmente, sentiu que vinha lá o tsunami. Gemendo cada vez mais alto, parecia que o ar lhe faltava enquanto uma explosão de prazer percorria desde o seu cérebro até ao interior das suas coxas. Deixou-se estar, ainda com o dildo dentro dela, enquanto estabilizava a respiração, brincando devagar com os seus mamilos erectos como espigões de metal.

Foi assim que adormeceu. Com o dildo entre as pernas, nua e destapada, mas completamente saciada. No dia seguinte, acordou com o despertador e uma dor boa dentro de si. Foi à casa de banho, lavou a cara e olhou-se no espelho. Estava linda hoje. Pegou no telefone e ligou para o namorado, acordando-o novamente. Explicou-lhe que não precisava dele e que estava tudo acabado entre eles. Não lhe pareceu que ele tivesse ficado muito chateado. E ela ficou ainda menos.

Afinal, em casa tinha muito melhor…

 

18
Mar20

Fábula #13

O Coiso

Manhã cedo. Hoje é o dia número 3 de lockdown total. As pessoas estão com medo, o pânico está instalado, o governo declara isolamento total. As pessoas estão proibidas de sair de casa. O telefone está mudo, o trabalho está a ser feito remotamente.

As vontades aumentam. Ele está completamente isolado e não fala ou vê ninguém desde sábado. A solidão começa a afectá-lo. A blogosfera não fala de outra coisa, o mundo encontra-se em pausa, neste momento. Necessita contacto com mais alguém.

Contacta a Flausina. Pergunta-lhe se quer encontrar-se com ele. A resposta demora algumas horas. Claro que sim, lê no email. Algumas trocas de emails alinham o tema. No Motel, dentro de 4 horas. O pagamento é feito imediatamente, por MBWay. Sai de carro e desloca-se os quilómetros necessários para chegar ao destino e, ao entrar na garagem, vê que não foi o primeiro a chegar. Um SUV de cor escura já se encontrava estacionado. Apenas passavam 5 minutos da hora.

Ao entrar no quarto, ouve-se o barulho de um chuveiro. Ela estava a tomar banho. Em virtude da conjuntura, parece-lhe bastante sensato. Despe-se completamente e desloca-se para a casa de banho. Ao entrar, ela está de costas para a porta, a acabar de se ensaboar. Fica alguns segundos à porta, assimilando a imagem.

Silenciosamente, atravessa a casa de banho até ao chuveiro e anuncia a presença com algumas pancadas suaves no vidro. Ela vira-se para e ele aprecia o magnífico corpo dela, tal como veio ao mundo, em todo o seu esplendor. Faz-lhe sinal para entrar e, quando ele o faz, é agraciado com um beijo suave e terno na boca, um choque de lábios apenas.

Ela sai do duche e rapidamente ele lava-se, sempre com ela a olhá-lo. Sai do duche e ela atira-lhe uma toalha seca. Rapidamente seca-se e, ainda nu, vai ter com ela. Ela ri-se e diz... "Anda cá que eu não te aleijo"

Os corpos de ambos uniram-se na cama, fundindo-te num só. A tensão acumulada fez com que rapidamente atingissem o orgasmo, mas nenhum deles quis parar o momento. Continuaram a beijar-se, a tocar-se e a fundir-se um no outro, apenas se ouvindo os gemidos e a respiração acelerada de cada um.

Após o que pareceu imenso tempo, ambos encontravam-se saciados. Para já. Verificaram que ainda tinham duas horas e, calmamente, beijaram-se mais um pouco e sorriram um para o outro. Conversaram sobre o que haviam feito nos últimos dias, dos problemas no trabalho e do que se estava a passar com família e amigos. Viram as notícias e aperceberam-se de que estava prestes a ser declarado o estado de emergência. Em breve deixariam de poder contactar fisicamente um com o outro. E não sabiam por quanto tempo. Olharam nos olhos um do outro e decidiram, silenciosamente, que não se podiam despedir assim. Então, tomados pelo desejo e pela luxúria, uniram os seus corpos num só, sentindo a urgência do momento. Desta vez, foi sexo puro. Uma corrida para ver quem chegava primeiro à meta. Ela ganhou a corrida estrondosamente e, tomada pela tesão, deleitou-se com o pau dele, firme e suplicante pela boca dela, até ao orgasmo final.

28
Fev20

Fábula #12

O Coiso

Afonso chega ao trabalho e liga o computador. Enquanto a máquina carrega todas as aplicações instaladas, vai preparar um café, recordando o dia anterior. A troca de galhardetes tinha-o deixado animado, no entanto não tinha como contactá-la, pois não tinham trocado contactos.

Pega na chávena cheia do delicioso líquido fumegante e retorna ao posto de trabalho, sorrindo com a lembrança de uma farpa mais incisiva que tinha terminado a conversa. Havia saído por cima, claramente. E não podia esperar pela próxima oportunidade. Talvez amanhã ela fizesse outro comentário e ele pudesse responder com a sua costumeira provocação… Pena o perfil dela estar bloqueado, senão já lhe tinha enviado um email.

Já sentado, percorre rapidamente o email para procurar tópicos de resposta urgente. Resolve os casos mais prementes e abre o browser, como habitualmente, para aceder ao email pessoal. Tinha ouvido alguns lembretes sonoros no telemóvel, provavelmente publicidade, mas gostava de manter a caixa limpa. Ao abrir o email, abre-se-lhe um sorriso na cara “Já estás!”. Entre os previsíveis emails de publicidade encontrava-se um email com o título “Olá”, de uma mulher chamada Manuela. Só podia ser a Flausina, com quem trocava provocações há algumas semanas.

Responde ao email rapidamente, com a habitual atitude a roçar a arrogância e recebe uma resposta condizente. Trocam emails durante toda a manhã e, na hora do almoço, ele lança-lhe a escada. “Queres encontrar-te comigo?”

A resposta foi rápida e telegráfica. “Onde e quando?” Ele responde onde está naquele momento e que pode passar a tarde com ela. E ela nos minutos seguintes escreve “Não saias daí, dá-me meia hora”. Em anexo, uma fotografia tirada num wc, mostra uma pessoa baixa, em forma e vestida de forma profissional. A cara ficou tapada pelo flash, o que lhe aguçou ainda mais a curiosidade.

Algum tempo depois, Afonso vê o mesmo traje profissional a entrar no restaurante e a olhar em volta. Afonso faz-lhe sinal e, à medida que ela se aproxima da mesa, um sorriso aflora-lhe nos lábios. Ela senta-se na mesa, sem sequer o cumprimentar, faz sinal ao empregado, pede um café e uma água sem gás com voz rouca e ligeiramente afogueada e finalmente olha-o directamente nos olhos e diz-lhe: “Tu és completamente maluco, não és?”. Se esta frase fosse escrita num email soaria agressiva, mas dita, olhos nos olhos, com aquele sorriso meio assustado e linguagem corporal defensiva, mostrava que Manuela não estava habituada àquilo.

“Sabes que sim… Ou ainda não tinhas percebido?”

“Não queria acreditar que chegasses tão longe.”

“Mas cheguei. E agora, qual é o teu plano?”

“Sair daqui o mais rapidamente possível.”

“A conta, por favor!”

 

16
Set19

Fábula #11

O Coiso

Abriu o email e sorriu. Conforme prometida, lá estava a mensagem que ele esperava e que havia sido prometida por ela no dia anterior. Não reconheceu o email, mas não foi isso que o fez esmorecer.

"Às onze da manhã no motel, quarto 19. Podemos desmarcar até uma hora antes, por isso liga-me para o 9xxxxxxxx se acontecer aguma coisa". Não sabia que número era aquele. Só podia ser ela.

Era exactamente aquilo que ele queria. Apanhá-la em flagrante. Há meses que desconfiava que ela o traía. Criou uma conta falsa na aplicação de encontros, encontrou-a, fez-se passar por um médico recém lincenciado e seduziu tranquilamente a sua esposa em menos de duas semanas, enviando-lhe emails porcos e algumas fotografias que ia sacando da net.

Ela nunca respondia com imagens suas, mas sim com descrições excessivamente pormenorizadas do que essas mensagens e imagens lhe provocavam. Nem parecia dela aquele tipo de linguajar. Já estava com ela há mais de dez anos e nunca a ouvira sequer a dizer palavrões, excepto na ocasional topada em algum móvel da sala ou do quarto com as luzes apagadas. O sexo, cada vez menos frequente, era constantemente iniciado por ele e ela ficava de pernas abertas a respirar fundo enquanto ele a penetrava sem grande ânimo até se vir. Depois ia à casa de banho, lavava-se e deitava-se encostada a ele, dando-lhe um beijo rápido de boas noites antes de adomecer rapidamente.

Às 10:30, falou com o patrão, pediu-lhe para sair alegando uma súbita dor de dentes e conduziu o até ao motel combinado. Ao fim de 15 anos de lealdade na empresa, não lhe faziam muitas perguntas. Era um homem de sorte, trabalhador e bom chefe de família. Aparentemente, também um valente corno. Mas hoje isso ia terminar. Ia fotografar a sua entrada no motel, ia mandar-lhe uma carta do advogado a pedir o divórcio e a exigir uma compensação por danos morais tão alta que ela ia dar-lhe a casa sem mais questões.

Chegou ao hotel 10 minutos depois, no carro da empresa. Estacionou atrás de outro carro e ficou à espera. Fumou um cigarro, depois outro, depois saiu do carro, às 11:05 verificou o email. "Já cheguei!" Mas como, se não vira nenhum carro a entrar? Dirigiu-se à porta do motel, tocou à campainha, disse o nome da reserva e o número do quarto e entrou. Na garagem do quarto 19 estava um carro que não conhecia. "Que estranho".

Saiu do carro, subiu a escada, abriu a porta e encontrou uma senhora que não reconheceu sentada na cama. "Quem é você?" perguntou. "Inspectora Clara Vidal, Polícia Judiciária." Da casa de banho, saiu um elemento fardado e atrás dele, a sua mulher, em estado de choque...

19
Dez18

Fábula #10

O Coiso

Chego ao Motel onde combinámos encontrar-nos para uma hora de almoço prolongada. O trabalho e a vida impedem-nos de fazermos uma vida sexual normal, pelo que às vezes sabe bem recorrer a estes pequenos prazeres proibidos. 

 

Leio novamente a mensagem que me mandaste e procuro o quarto 06, onde disseste que já estavas. Estaciono o carro atrás do teu e subo a escada até ao quarto. Entro e não vejo ninguém, mas ouço o chuveiro. Estás a tomar um duche. Dispo-me completamente e sorrateiramente, abro a porta do duche. Só dás pela minha presença quando de forma meiga mas firme te encosto à parede. Ajoelho-me atrás de ti e abro-te as pernas. Afasto as bochechas do teu rabo, enfio um dedo na tua cona molhada e a língua no teu cu. A água que te escorre pelas costas dificulta a minha respiração, mas resolutamente continuo. Ouço-te a arfar enquanto aficadamente te lambo pelo que decido que de um dedo irei passar a dois. Depois de enfiar ouço-te a gemer. Estás a chegar ao ponto. As tuas pernas começam a tremer e a tua mão agarra-me os cabelos de forma quase dolorosa. Está quase. Acelero a penetração e sinto o teu interior a prender os meus dedos como se fosse um torno. Finalmente, gemes a sério e sei que te estás a vir. Os teus sucos confundem-se com a água do chuveiro e as pernas quase te falham.

 

Pedes-me para parar, como fazes sempre a seguir ao sexo oral. Precisas de ser fodida convenientemente ou então de um período de calma. Levanto-me à tua frente, beijo-te, apalpo-te as mamas com força e digo "Olá, cheguei". É neste momento que te ajoelhas. Queres retribuir. Agarras-te ao meu pau e masturbas-me para ficar rijo, mas já não é preciso. Rapidamente o beijas, lambes e enfias na boca. Primeiro apenas a cabeça, depois todo, gulosa. Em segundos sinto aquela sensação primária de um orgasmo a chegar, pelo que me agarro às barras que convenientemente estão colocadas nos laterais do chuveiro fechado. Apercebes-te e redobras os esforços. Queres que me venha na tua boca. Queres ficar quite comigo, antes de passarmos à cama.

 

Quando estou quase a vir-me, informo-te disso e tu, cabra como ninguém, perguntas "Mas queres que pare é?" deixando-me o pau a latejar, quase a vir-me, sem sequer me tocares. Meio doido de excitação, pego na tua cabeça e tento dirigir-te novamente para mim, mas foges e brincalhona dizes-me "Não tou a perceber, não era para parar?". Chamo-te nomes e tu ris-te. Fazes-lhe uma festa, continuas pelos tomates e prossegues até me afagares o rabo. Abro ligeiramente as pernas para facilitar o acesso enquanto me beijas novamente o pau. Enfia-lo novamente na boca, enquanto me enfias também um dedo no cu. Sabes que gosto quando fazes isso, pelo que me vais presentear com isso. Novamente chupas-me com vigor, desta vez autorizando a minha mão a guiar-te a cabeça e a definir o ritmo do movimento, enquanto vais enfiando o dedo cada vez mais fundo. Em breve preciso de me agarrar às barras laterais para não cair. Mas desta vez não paras. Continuas, cada vez mais fundo, cada vez mais rápido, até finalmente me vir na tua boca e satisfazer esse desejo que era teu mas que também eu compartilhava contigo.

17
Dez18

Fábula #9

O Coiso

Sonic Youth - Massage the History

 

Naquele dia, Joana precisava de uma massagem. Recorrer aos serviços de uma profissional que lhe conseguisse aligeirar as dores que as costas lhe estavam a provocar. Tinha mesmo que marcar a consulta para a redução do peito. Estava a tornar-se doloroso para as costas dela todo aquele peso e para a mente dela todos os homens que a miravam de forma gulosa só porque tinha um peito demasiado generoso.

Aos 16 anos, quando as mamas começaram a tomar as dimensões actual, era frequente as suas colegas lhe perguntarem, com alguma inveja, se ela gostava de ter um peito assim tão grande. Alta e de constituição larga, Joana fora alvo dos olhares dos rapazes desde os seus doze anos, pelo que já estava habituada e, felizmente, os pais tinham-lhe dado educação para não se deixar afectar em demasia por esses olhares. Agora, com 30 anos e uma solteira por opção, já a incomodavam mais do que a divertiam e, como a saúde está sempre em primeiro lugar, já tinha metido na cabeça a redução.

Procurou na internet, encontrou um centro de massagens terapêuticas e ligou a marcar hora. Felizmente, conseguiu vaga à primeira. Um pouco mais tarde do que desejaria, mas sempre conseguiria fazer as compras da semana antes. E se bem pensou melhor o fez. 

Chegada ao centro, foi atendida por um jovem que ficou apalermado com a sua aparência. Deixou cair a caneta antes de lha passar e ao chegar-se para trás para lhe indicar o caminho para a sala, quase caiu porque não conseguia desviar os olhos do peito.

Ao entrar na sala, uma simpática menina de 20 e poucos anos instruiu-a a despir-se e deitar-se na marquesa de barriga para baixo. Saiu e ela assim fez, mantendo apenas as pequenas cuequinhas azuis escuras. No entanto, como o peito lhe provocava o maior desconforto, colocou uma almofada em cima da barriga, por forma a ficar mais confortável. Uns segundos depois, ouviu a porta abrir-se e a menina a perguntar se estava pronta. À resposta positiva seguiu-se a habitual pergunta "Onde sente a maior tensão" e respondeu que eram por todas as costas até aos rins. Manteve-se em silêncio e quando sentiu as mãos quentes da menina de forma suave, pediu para ela colocar maior pressão na massagem.

Dos ombros, a menina passou para a zona das omoplatas e rapidamente disse "está aqui um nó" e tratou de aliviar a pressão na zona que tanto estava a incomodar. Mais de dez nós depois, Joana já se sentia muito mais aliviada e ouve a menina perguntar "Há mais alguma zona que precise de aliviar?". Joana olha para o relógio, vê que o tempo definido para a sessão ainda pouco passa de meio por isso diz "Sim, obrigado, na zona das coxas, com força por favor". Joana sente as mãos da menina a relaxarem a sua coxa esquerda, pelo que suspirou e deixou-se ir nas boas sensações. Da coxa esquerda, a menina passou para a direita, sempre com uma pressão adequada e, quando esperava que terminasse, a menina pergunta "Posso continuar?".

Joana responde que sim e sente, para sua surpresa, a mão com força nas suas virilhas. Antes ainda de pensar se ia protestar ou não, uma sensação de prazer invade-a quando um dedo conhecedor afasta a cuequinha para o lado e a penetra, tendo de se conter para não gemer alto. Em apenas alguns segundos, aquela menina estava a conseguir provocar-lhe aquilo que nenhum homem até hoje tinha alcançado. Deixou-se ir e num instante já se tornava difícil aguentar em silêncio. Começou a gemer baixinho e a menina diz-lhe "Ahh, agora sim" enquanto a penetrava mais rápido. "Pode vir-se à vontade, as nossas salas são insonorizadas".

Então, Joana decide libertar tudo o que tinha para libertar e pede "Mais, mais". A menina enfia mais um dedo nas suas profundezas encharcadas e, com a outra mão, puxa a cuequinha para o lado, para não provocar dores ou outros ardores. Finalmente Joana consegue sentir aquela enxurrada de prazer que só sentia quando se masturbava em noites de solidão a encher-lhe o peito, empina um pouco mais o rabo enquanto se agarra ao lateral da marquesa e liberta um orgasmo que há demasiado tempo andava a ser reprimido. E logo a seguir, de novo a enxurrada, qual ondulação na praia a recuar para depois avançar resoluta. Desta vez Joana não aguenta e grita "SIM! Oh Sim!" e a menina acelera a massagem até Joana gritar de júbilo. 

Com este segundo orgasmo, Joana estremece violentamente e quase cai da marquesa. A menina segura-a com uma firme delicadeza e diz "Uau, nunca tinha provocado um orgasmo tão forte" enquanto acaricia ao de leve o rabo de Joana, que lentamente sente a respiração a voltar ao normal. Envergonhada, pede desculpa ao que a menina responde "Não tem de pedir desculpa. Ainda bem que gostou! Vou deixá-la à vontade. Desejo-lhe u  resto de dia fantástico.

Devagar, Joana levanta-se da marquesa, controla a respiração, confirma que consegue firmar os pés no chão com segurança, veste-se e sai do centro saciada e sem dores nas costas. Telefona para o Hospital e rapidamente marca a consulta para a redução mamária para a semana seguinte.

27
Nov18

Man Eater

O Coiso

"Hoje não está a ser nada fácil"

Exasperado, ele senta-se à mesa, enquanto ela serve o jantar.

"Então, que se passa? Não sai nada de jeito?" - pergunta ela, meio preocupada, meio brincalhona, sabendo o quanto o seu amado era dado ao exagero.

"Não sei, parece que as ideias estão todas a fugir-me" - responde ele servindo-se de um copo de vinho tinto

Durante a refeição, falam de assuntos triviais, ela cuidadosamente evitando temas que o possam lembrar do bloqueio criativo que o assola, ele relaxando e aparentemente ultrapassando a situação. Como sempre demoram bastante e desfrutam da companhia um do outro. Casados há mais de 10 anos, não há nunca falta de tema. Nem que seja brincarem um com o outro por causa das suas vidas profissionais tão diferentes. Mas hoje não, ela tem o cuidado de afastar a conversa do trabalho, preferindo distraí-lo com as notícias desportivas que ele tanto gosta e falando-lhe de temas banais como as compras da semana e as tropelias do filho na escola. No final da refeição, já está com o homem alegre e risonho por quem se apaixonou. Já revê nele a confiança que o levou a arrancar-lhe um beijo duas horas depois de a conhecer numa festa com amigos comuns, beijo esse que a deixou tão furiosa pelo topete como surpreendida pela reacção do seu corpo. E foi assim que, nessa noite, soube o que era apaixonar-se.

Ao longo da adolescência, havia coleccionado namorados como quem colecciona cromos de futebol. Havia perdido a virgindade cedo, com o quinto ou sexto rapaz que beijara, pensando que ele seria o tal, ainda uma tola imberbe de quinze anos. Quando ele deixou de lhe falar no dia seguinte, ela percebeu que os homens apenas a queriam para uma coisa - o seu corpo sinuoso como uma estrada de montanha. Então, resolveu aproveitar e divertir-se o mais possível, retirando ao mesmo tempo o máximo proveito disso. Durante o restante tempo no liceu, recusou envolver-se com os outros miúdos da escola, preferindo rapazes mais velhos, que lhe pudessem proporcionar uma vida melhor. Era frequente vê-la com malas, ténis ou blusas de marca, oferecidas pelo mais recente namorado, que trocava rapidamente após se fartar dele. Na faculdade, que concluiu rapidamente, seduzia colegas pelos apontamentos. Após terminar o curso, apenas procurava homens abastados, até ao dia em que aquele escritor meio hippie lhe trocou as voltas do destino e a virou do avesso com um beijo roubado durante uma animada conversa acerca de música Indie.

Hoje, mulher mais madura, mãe de uma criança, gosta de relembrar esses momentos com o seu homem. E é isso que faz no final da refeição. Vai até ao quarto, veste o sarong que ele lhe ofereceu sem nada por baixo e assoma à porta do escritório onde ele se encontra, meio absorto a olhar para o computador. Quando ele levanta os olhos, ela sabe que ele a deseja tanto como no dia em que a beijou. Ela mete a mão ao pescoço, desata o nó do sarong, deixa-o cair no chão, observa a reacção do seu homem, sorri e vai para o quarto... Por hoje o trabalho está feito. A inspiração terá que vir amanhã...

 

19
Nov18

Voyeurismo

O Coiso

Como habitualmente, ele estava compenetrado no seu trabalho, afincadamente aguardando a hora de saída por forma a poder ir ter com os seus companheiros de fim de semana. A semana havia sido longa e já lhe fazia falta uma cerveja e duas gargalhadas. Pouco antes da hora normal, o seu telefone toca. Atende a chamada e a sua colega do andar de baixo pergunta-lhe se ele se importa de passar na secretária dela. Coisa rápida. 

Contrafeito, ele levanta-se e lá vai, deparando-se com um simples caso de erro de comunicação com um cliente que havia levado a um email menos cordial. No processo, ele repara que a colega, certamente por hábito, está a mexer no decote. Estando ele a olhar por cima do ombro, é-lhe complicado abstrair-se do movimento. No entanto, esforça-se por resolver o problema a contento, o que consegue. Com um sorriso e um agradecimento, a colega despede-se dele com um "até já" que, se não fossem quase seis da tarde, seria normalíssimo.

Chegado ao seu posto, recebe uma mensagem da colega no Whatsapp:

"Gostaste do que viste?"

Fazendo-se de desentendido, ele pergunta do que ela está a falar e recebe como resposta uma fotografia do decote. Ele olha em volta, percebe que está sozinho na sala e começa ali uma conversa animada com mais algumas fotografias, cada vez mais arrojadas, de um e do outro.

Completamente excitado, ele vai à casa de banho, despe-se e tira uma fotografia dentro da cabina. Em resposta, recebe uma chamada de imagem. Ela está sentada no lugar dela e pede-lhe para se masturbar. Ali e agora. Para ela. Entrando no jogo, ele pede para ela lhe dar um pouco de ânimo e ela, fingindo-se aflita, diz que ali não pode. Ele pede-lhe para ir para a casa de banho das senhoras e ela levanta-se para satisfazer-lhe o pedido. Nesse momento, ele começa a massajar-se devagar. Ela parece estar a gostar do que está a ver por isso ele confiantemente continua.

Já na casa de banho, a atenção dela desvia-se para uma pessoa que lá estava, pelo que ele pára e aguarda que ela retorne. Alguns segundos depois, a cara dela aparece no ecrã novamente e faz-lhe o sinal de "silêncio", com um dedo em frente à boca. Ele assente com a cabeça, apoia o telefone no suporte do papel higiénico e recomeça a masturbar-se. Ela gosta da ideia, faz o mesmo e começa a despir-se devagar, sorrindo maldosamente para o facto de ele estar cada vez mais excitado e com dificuldades em conter-se.

Quando ela baixa as costas e se vira de costas para ele revelando o seu magnífico rabo, ele tem que parar. Está quase a vir-se. Ela curva-se para a frente e baixa o fio dental devagarinho e ele suspira. Está a tornar-se cada vez mais difícil. Então ela vira-se de frente e começa ela também a masturbar-se. A sua cara cada vez mais aflita revela que também ela está a ter dificuldades em manter-se silenciosa com os seus dedos enfiados cada vez mais fundo na cona molhada.

Ele faz-lhe sinal de que não está a conseguir aguentar mais e ela faz que sim com a cabeça, num acordo tácito de que ele está autorizado a vir-se. Nesse momento ele senta-se na sanita e acelera a massagem, rapidamente atingindo o orgasmo e vindo-se furiosamente para o chão. Ela olha em silêncio, com a boca bem aberta, enquanto continua a enfiar rapidamente dois dedos cada vez mais molhados e, com a outra mão, torce ligeiramente o mamilo. É neste momento que também ela atinge o seu orgasmo e, estremecendo de prazer, se esforça por apenas suspirar.

Sorrindo um para o outro, desligam a chamada e voltam para os seus lugares. A relação profissional deles nunca mais vai ser a mesma...

 

16
Nov18

Stay with me...

O Coiso

Stay With Me - Shakespear Sisters

Domingo, seis da tarde. O fim de semana havia sido passado rápido demais. Conhecer-te na sexta-feira e levares-me para o que pensámos ser uma one night stand sem grandes consequências. Assim que entrámos na tua casa mostraste ao que vinhas e ainda antes de tirares o casaco que te protegia do frio cortante da rua, colaste os teus lábios nos meus e procuraste com a tua língua a minha.

Naquele frenesim de despir a muita roupa que trazíamos da rua, mirei-te com atenção. E compreendi as tuas reticências. Os verdes anos da juventude já haviam passado e o teu corpo já mostrava isso mesmo. O teu peito já não tinha a robustez e firmeza de outros tempos e a gravidade já tinha tomado rédeas sobre o que antes deveria ter sido um fabuloso e altivo par de mamas. Os mamilos massacrados por duas gravidezes e posteriores amamentações. As estrias dessas mesmas gravidezes. A idade que anunciaste quando nos conhecemos e me chamaste miúdo no alto dos meus quase quarenta anos, a mostrar-se gloriosa mas humilhada perante os meus olhos.

Na cama, mostraste que a fogosidade já não era a mesma do antigamente, mas com esforço, dedicação e muita mestria levaste-me facilmente a um orgasmo que até a ti te surpreendeu pela força e entrega. Porque eu sou assim, minha linda. Entrego tudo. E por causa desse mesmo orgasmo e dos três que te havia provocado, perguntaste-me à saída do duche se queria passar a noite contigo. Aceitei sem reservas. E fui ficando até domingo ao fim da tarde.

Agora, estamos sentados no sofá a beber um chá. Já estou vestido com uma roupa nova que fui comprar à superfície comercial perto de tua casa. As calças com a bainha por fazer e a camisa demasiado berrante dão-me um ligeiro ar de maluquinho da aldeia e tu sorris jocosamente: "pareces um tonto, mas gosto". E eu sorrio e dou-te uma cotovelada brincalhona. E olho para ti, olhos nos olhos.

A cumplicidade do nosso olhar, mais uma vez, leva-nos a dar um beijo. Como tantos que demos e que iniciaram coisas tão boas. Chegas-te para mais perto de mim e metes-me a mão no peito, enquanto as nossas línguas trocam carícias. A minha mão percorre o teu cabelo primeiro, depois a tua bochecha, depois dos ombros para as costas, depois para o cóccis. Puxo-te ligeiramente para mim e, desta vez, tomo a iniciativa e meto a minha língua na tua boca com alguma força, alguma urgência.

Rapidamente a tua mão sai do meu peito e vai para a minha perna. E depois sobe. E sentes o meu pau já duro com uma mão suave e conhecedora.

"Então miúdo, pensas que eu tenho 20 anos? Já não dá mais..."

"Não sejas cota, sabes tão bem como eu que estás aí cheia de vontade". E na sequência destas palavras, habilmente abro o teu soutien apenas com a mão direita.

"Deves ter a mania, deves. Daqui não levas nada!" E beijas-me dizendo com a tua boca e mão precisamente o contrário.

Eu deixei-me, mais uma vez, levar na loucura, no carrossel. Pela última vez, fizemos uma espécie de amor. Uma espécie de sexo. Demos uma foda que não foi uma foda. Foi antes o libertar de uma vontade animalesca de sentir prazer. Sabíamos que era a última e quisemos disfrutar condignamente dela. Não havia a possibilidade de estarmos juntos novamente. Não trocámos números de telefone. Apenas desfrutámos, num fim de semana chuvoso e frio, do corpo um do outro.

17
Out17

Fábula #8

O Coiso

Olhei para o telemóvel e vi a tua cara sorridente, como via sempre que me ligavas. Infelizmente, já raramente o fazes, certamente não por falta de vontade mas porque refizeste a tua vida ao fim de tantos anos de loucura. A sorrir por dentro, atendi a chamada de forma brincalhona, apenas para ser recebido por uma voz indignada e triste. O homem que escolheste para refazer a vida revelava-se, na realidade, um valente sacana e assim que o descobriste pegaste nos teus tarecos e, sem mais uma palavra, saíste da vida dele definitivamente. É mesmo teu, este gesto. Despediste-te do teu trabalho, voltaste para tua casa de armas e bagagens e após dois dias a reorganizar-te, ligaste-me a pedir um ombro amigo.

Como sempre, larguei tudo o que estava a fazer e fui ter contigo. Longe vão os tempos em que era um cachorro amestrado nas tuas mãos mas ainda resta um pouco dessa altura em que não importava onde estivesse ou com quem, bastava o telefone tocar e a tua cara sorridente no visor para eu imediatamente largar tudo e concentrar-me em ti, na tua voz, na lembrança do teu sorriso contagiante e no teu corpo sinuoso que me enlouquecia e me deixava com uma deliciosa variedade de priapismo. Desta vez, não abandonava nada que não pudesse ser feito no dia seguinte, pelo que foi sem peso na consciência que entrei no carro e percorri os cinquenta quilómetros que nos separavam.

Quando cheguei à rua familiar, estacionei num espaço livre e ainda antes de sair do carro vejo-te, bela como sempre, a sair do prédio. Sem aquele sorriso habitual, sem uma peça de roupa colorida, sem o cabelo magnífico a cair-te sobre os ombros. Reconheço apenas a sombra da pessoa maravilhosa que conheci naquela mulher envelhecida, com os olhos inchados e roupa desmazelada. Aproximas-te e abraças-me como só tu me abraças, um abraço de torno que me deixa sem ar. Carinhosamente, afasto-te de mim e olho-te nos olhos apenas para os ver marejados. Sorrio ternamente, digo-te para não dizeres uma única palavra e abro-te a porta do passageiro a convidar-te a entrar. Vamos em silêncio até a um bar na praia, pedimos um lanche ajantarado e apenas aí te peço para contares o que se passou.

Na hora seguinte, praticamente não falei. Apenas ouvi com atenção, tentando fazer apenas comentários adequados ao tema e interjeições de espanto ou indignação. Pelo meio, o lanche ajantarado chegou e foi acompanhado por um bom vinho, para te soltar as emoções. No final, não me deixaste pagar a conta e fomos dar um passeio pela praia. Aí continuaste a desabafar e finalmente soltaste todo o desespero que te ia no coração, salgando o meu pólo em mais um abraço irrepetível.

Levei-te a casa já tarde e ainda no carro agradeceste-me a paciência, a presença e o ombro amigo. Parecia que a noite ia ficar por ali, quando saí do carro e como habitualmente abri a tua porta e abracei-te novamente. Neste último abraço, olhaste-me nos olhos e, contrariando a despedida informal mas ternurenta do beijinho na bochecha, puxaste-me ternamente para ti e beijaste-me os lábios. Primeiro docemente, um encosto quase infantil, para depois sentir a tua língua a procurar uma brecha nos meus lábios. Abri a boca e deixei as nossas línguas fazerem aquilo que eu desejava fazer ao teu corpo. Encostei-me ao carro e senti o teu corpo bem junto ao meu.

Perguntaste-me se queria subir e passar a noite contigo. Como seria possível eu não aceitar?

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D