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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

17
Dez18

Fábula #9

O Coiso

Sonic Youth - Massage the History

 

Naquele dia, Joana precisava de uma massagem. Recorrer aos serviços de uma profissional que lhe conseguisse aligeirar as dores que as costas lhe estavam a provocar. Tinha mesmo que marcar a consulta para a redução do peito. Estava a tornar-se doloroso para as costas dela todo aquele peso e para a mente dela todos os homens que a miravam de forma gulosa só porque tinha um peito demasiado generoso.

Aos 16 anos, quando as mamas começaram a tomar as dimensões actual, era frequente as suas colegas lhe perguntarem, com alguma inveja, se ela gostava de ter um peito assim tão grande. Alta e de constituição larga, Joana fora alvo dos olhares dos rapazes desde os seus doze anos, pelo que já estava habituada e, felizmente, os pais tinham-lhe dado educação para não se deixar afectar em demasia por esses olhares. Agora, com 30 anos e uma solteira por opção, já a incomodavam mais do que a divertiam e, como a saúde está sempre em primeiro lugar, já tinha metido na cabeça a redução.

Procurou na internet, encontrou um centro de massagens terapêuticas e ligou a marcar hora. Felizmente, conseguiu vaga à primeira. Um pouco mais tarde do que desejaria, mas sempre conseguiria fazer as compras da semana antes. E se bem pensou melhor o fez. 

Chegada ao centro, foi atendida por um jovem que ficou apalermado com a sua aparência. Deixou cair a caneta antes de lha passar e ao chegar-se para trás para lhe indicar o caminho para a sala, quase caiu porque não conseguia desviar os olhos do peito.

Ao entrar na sala, uma simpática menina de 20 e poucos anos instruiu-a a despir-se e deitar-se na marquesa de barriga para baixo. Saiu e ela assim fez, mantendo apenas as pequenas cuequinhas azuis escuras. No entanto, como o peito lhe provocava o maior desconforto, colocou uma almofada em cima da barriga, por forma a ficar mais confortável. Uns segundos depois, ouviu a porta abrir-se e a menina a perguntar se estava pronta. À resposta positiva seguiu-se a habitual pergunta "Onde sente a maior tensão" e respondeu que eram por todas as costas até aos rins. Manteve-se em silêncio e quando sentiu as mãos quentes da menina de forma suave, pediu para ela colocar maior pressão na massagem.

Dos ombros, a menina passou para a zona das omoplatas e rapidamente disse "está aqui um nó" e tratou de aliviar a pressão na zona que tanto estava a incomodar. Mais de dez nós depois, Joana já se sentia muito mais aliviada e ouve a menina perguntar "Há mais alguma zona que precise de aliviar?". Joana olha para o relógio, vê que o tempo definido para a sessão ainda pouco passa de meio por isso diz "Sim, obrigado, na zona das coxas, com força por favor". Joana sente as mãos da menina a relaxarem a sua coxa esquerda, pelo que suspirou e deixou-se ir nas boas sensações. Da coxa esquerda, a menina passou para a direita, sempre com uma pressão adequada e, quando esperava que terminasse, a menina pergunta "Posso continuar?".

Joana responde que sim e sente, para sua surpresa, a mão com força nas suas virilhas. Antes ainda de pensar se ia protestar ou não, uma sensação de prazer invade-a quando um dedo conhecedor afasta a cuequinha para o lado e a penetra, tendo de se conter para não gemer alto. Em apenas alguns segundos, aquela menina estava a conseguir provocar-lhe aquilo que nenhum homem até hoje tinha alcançado. Deixou-se ir e num instante já se tornava difícil aguentar em silêncio. Começou a gemer baixinho e a menina diz-lhe "Ahh, agora sim" enquanto a penetrava mais rápido. "Pode vir-se à vontade, as nossas salas são insonorizadas".

Então, Joana decide libertar tudo o que tinha para libertar e pede "Mais, mais". A menina enfia mais um dedo nas suas profundezas encharcadas e, com a outra mão, puxa a cuequinha para o lado, para não provocar dores ou outros ardores. Finalmente Joana consegue sentir aquela enxurrada de prazer que só sentia quando se masturbava em noites de solidão a encher-lhe o peito, empina um pouco mais o rabo enquanto se agarra ao lateral da marquesa e liberta um orgasmo que há demasiado tempo andava a ser reprimido. E logo a seguir, de novo a enxurrada, qual ondulação na praia a recuar para depois avançar resoluta. Desta vez Joana não aguenta e grita "SIM! Oh Sim!" e a menina acelera a massagem até Joana gritar de júbilo. 

Com este segundo orgasmo, Joana estremece violentamente e quase cai da marquesa. A menina segura-a com uma firme delicadeza e diz "Uau, nunca tinha provocado um orgasmo tão forte" enquanto acaricia ao de leve o rabo de Joana, que lentamente sente a respiração a voltar ao normal. Envergonhada, pede desculpa ao que a menina responde "Não tem de pedir desculpa. Ainda bem que gostou! Vou deixá-la à vontade. Desejo-lhe u  resto de dia fantástico.

Devagar, Joana levanta-se da marquesa, controla a respiração, confirma que consegue firmar os pés no chão com segurança, veste-se e sai do centro saciada e sem dores nas costas. Telefona para o Hospital e rapidamente marca a consulta para a redução mamária para a semana seguinte.

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