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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

25
Ago17

Fábula #7

O Coiso

Recebo uma sms no telemóvel convidando-me para um jantar a dois. Relutantemente, por ser uma estreia, aceito. Pergunto qual é a ocasião e respondes que não há ocasião nenhuma, apenas queres uma companhia agradável para uma noite divertida a seguir a um dia de cão.

À hora marcada, vou ter contigo ao restaurante e percebo que ainda não chegaste. Acendo um cigarro enquanto espero por ti, com um martini na mão para passar o tempo. Quando chegas, cumprimentas-me com um beijo terno na bochecha e um abraço, pegas na minha bebida e bebes um golo, pedindo desculpa pelo atraso.

Entramos, olhamos o menu, escolhemos duas entradas e um bife para partilharmos e regamos tudo com um bom vinho. Saltamos a sobremesa directamente para o café e acendemos ambos um cigarro. Uma refeição normal, acompanhada de excelente conversa como habitual. Os temas são os habituais em nós, como estamos, como vão as famílias, o teu ex namorado que te continua a mandar mensagens e a minha mãe preocupada porque mais uma vez acabei uma relação e voltei para minha casa, o meu avô que transpira saúde e a tua prima que fez uma tatuagem às escondidas dos teus tios.

No fim, perguntas-me se quero dar um passeio contigo e enganchas o teu braço no meu. Continuamos a conversar enquanto passeamos nas ruas, vemos uma montra ou duas e rimos das piadas que vamos fazendo, comentamos as notícias do mundo e inventamos histórias sobre a vida sexual  das pessoas que vão passando por nós.

Finalmente, deixo-te no carro e sigo para o meu. A hora já vai avançada e ainda me resta uma hora de caminho até chegar ao conforto dos lençóis. Com sorte, ainda consigo dormir seis horas seguidas, penso desanimado.

Quando ligo o carro, o telemóvel apita a música que escolhi para ti e a tua cara aparece no ecrã. Carrego no botão de atender a chamada e pergunto gargalhando se te esqueceste de me dizer algo e dizes meio assustada que gostavas de passar a noite comigo, porque o teu ex acabou de te ligar a perguntar porque não estás em casa.

Aceito e combinamos que eu espero um pouco por ti. Passado nem dois minutos, o teu carro aparece ao lado do meu. Segues-me até minha casa e entras directa para a casa de banho. Ouço o duche a trabalhar. Entro no meu quarto, dispo-me e preparo-me para dormir. Sais da casa de banho enrolada numa toalha  e pergunto-te se queres uma t-shirt para dormir. Respondes que não, que te está a apetecer dormir despida. Como já não era a primeira vez que dormíamos juntos, tentei não mostrar a minha excitação, apesar de sentir o sangue a fluir em direcção às minhas virilhas.

Tiras a toalha e apresentas-te, nua e maravilhosa, perante os meus olhos. Não evito um olhar de cobiça. Puxas os lençóis para trás, deitas-te e aninhas-te em mim. A minha erecção aumenta e sinto um acesso de luxúria quando sinto a tua mão a pousar na minha barriga. Ouço um até amanhã, pousas os teus lábios nos meus um segundo e descansas a cabeça no meu ombro. O meu braço contorna os teus ombros e a tua mão brinca com os meus pêlos da barriga. Faço-te festas nas costas. Dengosa, ronronas um pedido para eu parar porque te estás a arrepiar e admoestas-me com uma palmada no braço, enquanto te aninhas mais em mim.

Passado alguns minutos, sinto a tua respiração no pescoço e a tua mão a descer em direcção ao meu pau. Sentes a minha erecção e começas a masturbar-me devagarinho. Com a respiração mais pesada, puxo-te mais para mim e beijo-te. As nossas línguas misturam-se numa dança sensual e abro ligeiramente as pernas a incitar-te a subir para cima de mim, mas tudo o que fazes é continuar a apalpar-me, masturbar-me e brincar com toda a minha genitália.

Finalmente, sussuras ao meu ouvido que te apetece fazer malandrices. Pergunto-te o que tens em mente e dizes-me que queres fazer um filme para enviar ao teu ex-namorado. Rio-me porque não te levo a sério e passas-me o teu telemóvel. Pedes-me para acender a luz da cama e começar a gravar, enquanto me despes os boxers e começas a chupar-me deliciosamente.

Quando já ameaço que me estou a vir, pegas no telemóvel e pedes para te retribuir o sexo oral, que faço com todo o gosto. Quando te estás quase a vir, dou a entender que te quero comer e ameaças-me de morte se não te faço vir. Aquiesço e sinto uma mão na minha cabeça enquanto libertas toda a tensão que tinhas dentro de ti.

Em seguida, dás-me o telemóvel, pões-te de quatro e pedes-me para te comer com força. Entrego-me à tarefa com todo o vigor e encho-te de mim, enquanto filmo a tua reacção no espelho do quarto. Pedes-me para acelerar, enquanto dizes o meu nome e olhas para mim sedutoramente sobre o teu ombro. Quando anuncio que me estou quase a vir, pedes para filmar com as duas mãos e começas a dar ao rabo, definindo a velocidade e a profundidade com que me enterro em ti, enquanto os teus músculos abraçam toda a minha tesão e me levam à loucura.

 

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