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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

06
Abr20

Fábula #14

O Coiso

Sozinha em casa, ela estava a dar em doida. O namorado morava apenas no concelho ao lado, mas há mais de um mês que não podia estar com ele, porque as regras da civilização e da cidadania não lhe permitiam.

Assim, pega no telefone e liga-lhe. A sua voz pedia mais intimidade, mas o facto de ele morar com os pais não lhes dava a privacidade que necessitavam. Combina ligar-lhe novamente mais tarde, apesar de no dia seguinte ser dia de trabalho.

Já noite cerrada, o despertador dela toca. Faltam apenas dez minutos para a hora combinada. Uma ida rápida à casa de banho e uma troca de roupa para aquele baby doll que o deixava doido.

Liga o computador e abre a aplicação de comunicação. Liga para o namorado, que atende, ainda meio ensonado. Rapidamente ele esbugalha os olhos ao vê-la vestida com a pequena peça de lingerie. Ela faz-lhe sinal com um dedo para ele não fazer barulho e ela coloca o microfone dela o mais baixo possível. Entra na aplicação de música e carrega no play na música previamente escolhida. Levanta-se e começa a dançar sensualmente para ele, que demonstra estar cada vez mais excitado. No final da música ela senta-se novamente e pergunta “Já acordaste?”. Ele anui, ainda meio aparvalhado com aquilo a que acabou de assitir.

“Estás duro?” Novamente, a cabeça dele anui, silenciosamente. “Quero ver!”, diz ela. Ele muda a câmara do telemóvel e aparece o seu pau duro, com uma mão vagarosa a massajá-lo lânguidamente. Ela sente imediatamente um assomo de luxúria. Há semanas que sonha com ele dentro dela. Infelizmente, ainda não será hoje. Então, despe o minúsculo fio dental e começa a tocar-se. Ele muda de câmara para a cara dele, novamente. Ela imediatamente pára e diz “Não… hoje quero só ver-te a bater uma ao mesmo tempo que eu. Ai de ti que te venhas primeiro que eu. Aguenta.”

A câmara foca novamente o pau duro e ela recomeça, olhando-o fixamente. Humedece bem dois dedos com a lingua e começa a fazer movimentos circulares entre as suas pernas. Sente-se a ficar cada vez mais lubrificada e excitada. O movimento no ecrã continua vagaroso e ela pede “Mais depressa…”. Ele foca por uns segundos a cara para ela ver a angústia que a situação lhe está a causar. Ela ri-se e diz “Meu menino, hoje sou eu que quero ser egoísta…”. Ele foca novamente o pau e acelera um pouco o ritmo da masturbação, ao que ela enfia um dedo dentro dela. Quase que explode de prazer logo ali, mas não seria aqulo que ela precisava naquele momento por isso diz-lhe para parar. Ele pára imediatamente e ela levanta-se. Precisa de algo que a preencha melhor. Desliga a câmara momentaneamente e vai até ao seu esconderijo buscar o dildo que as amigas lhe haviam oferecido no ultimo aniversário. Na altura não tinha namorado por isso foi-lhe útil mas desde que o conhecera nunca mais o usara.

Volta a ligar a câmara e verifica que o namorado havia adormecido. Liga-lhe para o telemóvel, mas ele já foi. Desanimada mas ainda excitada, pega no dildo e volta para a cama. Despe-se toda e vai passando o dildo pelo corpo com volúpia. Pensa na última vez que havia estado com um homem que não o namorado. Algum tempo depois do aniversário, numa ida a uma discoteca, havia conhecido um homem, mais velho. Ele havia-a levado para casa dele, onde fizeram sexo tórrido até ao início da manhã seguinte. Lembrou-se do pau dele a penetrá-la enquanto ela estava de quatro na cama dele com uma almofada na boca para não gritar, uma mão forte dele a segurá-la no ombro e a outra na anca enquanto a penetrava vigorosamente. Sentindo-se a humedecer novamente, penetrou-se com o dildo e empurrou-o até bem fundo do seu corpo. Imediatamente sentiu algo semelhante a um choque eléctrico a percorrer-lhe a coluna. Continuou com a imagem de 4 na mente enquanto se masturbava com o dildo, cada vez mais rápido. O orgasmo chegou rápido, como uma onda do mar a rebentar na orla de uma praia. Não estava ainda contente, por isso imaginou-se a montar o desconhecido, enquanto ele lhe apalpava os seios entumescidos. Naquela madrugada já longínqua cavalgou-o durante o que lhe pareceu uma hora e veio-se repetidamente com ele dentro dela, enquanto apoiava as mãos no seu peito peludo, enterrando-o bem fundo dentro de si.

Desta vez, não foi apenas uma onda, foram várias. Veio-se repetidamente, enquanto fazia o dildo penetrá-la cada vez mais rápido e mais fundo. Finalmente, sentiu que vinha lá o tsunami. Gemendo cada vez mais alto, parecia que o ar lhe faltava enquanto uma explosão de prazer percorria desde o seu cérebro até ao interior das suas coxas. Deixou-se estar, ainda com o dildo dentro dela, enquanto estabilizava a respiração, brincando devagar com os seus mamilos erectos como espigões de metal.

Foi assim que adormeceu. Com o dildo entre as pernas, nua e destapada, mas completamente saciada. No dia seguinte, acordou com o despertador e uma dor boa dentro de si. Foi à casa de banho, lavou a cara e olhou-se no espelho. Estava linda hoje. Pegou no telefone e ligou para o namorado, acordando-o novamente. Explicou-lhe que não precisava dele e que estava tudo acabado entre eles. Não lhe pareceu que ele tivesse ficado muito chateado. E ela ficou ainda menos.

Afinal, em casa tinha muito melhor…

 

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