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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

28
Abr17

Fábula #4

O Coiso

Era um dia como tantos outros, em que estava aborrecido em casa a ver um qualquer programa desportivo. Nisto toca o telefone e vejo uma mensagem tua, a perguntar se não queria ir tomar um café.  Aceito imediatamente, consciente de que provavelmente íamos ter mais um daqueles tórridos serões que se prolongavam tantas vezes até alta madrugada.

 

Ao chegar ao ponto de encontro, dizes-me meio chorosa que estás triste, que conheceste um qualquer tipo na noite que fez de ti uma pastilha elástica, que nem sequer te deixou desfrutar do orgasmo e de um banho retemperador e te obrigou a fazer o walk of shame ou apanhar um táxi às tuas custas. Acalmo-te, brinco contigo mas vejo que não estás para grandes aventuras. Convidas-me a ir para tua casa e pedes-me desculpa por não estares nos teus melhores dias e que se eu não estiver para a aturar que compreende, mas eu sempre simpático e educado digo que não. Vamos lá animar.

 

Chegados a tua casa, vais tomar um duche rápido e eu vou à cozinha preparar o jantar. Vejo carne picada e penso numa lasanha que sempre anima e não é assim tão difícil de fazer. Quando chegas, já em roupa de andar por casa, vês-me a trabalhar, agradeces, beijas-me um ombro e vais pôr a mesa. Quando o forno apita, chamo-te e comemos calmamente, regando o repasto com um bom tinto.

 

No final do jantar, vemos um filme, depois outro e outro ainda e já quase de madrugada perguntas-me se quero dormir na tua casa. Aceito e enquanto vais à casa de banho dispo-me e deito-me nu na cama. Vens para a cama, deitas-te, aninhas-te, conferes que estou nu e adormeces.

 

De manhã, acordo contigo abraçada a mim ainda adormecida. Com cuidado liberto-me, preparo o pequeno almoço e acordo-te docemente. Sorris, comemos sentados na cama, vais à casa de banho e agradeces-me em seguida...

 

 

23
Mar17

Para festejo do centésimo post...

O Coiso

Já lá vão 100. Um espaço que começou de uma forma e progrediu para outra de forma inesperada. Este é o centésimo primeiro post deste blog. Deixo-vos uma história...

 

Um dia, quis uma massagem. Precisava mesmo que lhe tirassem aquela dor persistente que ele tinha no ombro. Dirigiu-se ao ginásio que habitualmente frequentava e marcou a sessão. No dia, chegou à hora marcada e a menina que se lhe apresentou, com um sorriso tímido, indicou-lhe a sala de massagens parcamente iluminada e pediu-lhe para se despir mas conservar os boxers e deitar-se de barriga para abaixo. Ela viria dentro de alguns minutos para iniciar a massagem. Ele assim o fez. Entrou e despiu-se, conservou os boxers pretos justos, subiu para a marquesa e deitou-se o mais confortavelmente que conseguiu.

 

Alguns minutos depois, ouviu uma voz suave junto ao ouvido e sobressaltou-se. A menina corou furiosamente e pediu desculpa por tê-lo assustado. Apresentou-se e perguntou se ele tinha alguma queixa em particular a apresentar. Ele falou na dor no ombro e ela acedeu, prometendo tratar daquela área em particular.

 

Começou nas pernas dele e foi subindo, as mãos quentes e suaves, os dedos compridos e finos, um conjunto de sensações novas para ele. "Tenho que parar de pensar nisso pá, que parvoíce" admoestou-se ele ao sentir-se excitado. Nisto as mãos dela estavam nas coxas dele, a uma distância cada vez menos confortável do seu membro e ele tentava, de todas as formas, conter a excitação.

 

"Pode virar-se", sussurra-lhe a mesma voz suavemente ao ouvido. Ele respira fundo e vira-se, ciente de que a toalha estava a esonder a sua crescente excitação, enquanto as mãos suaves da menina começam a tratar-lhe o ombro, massajando-o habilmente e acalmando a sua excitação. Do ombro prossegue para o peito, depois a barriga e depois as pernas novamente. Chegando à altura da coxa, sente novamente o seu membro a ficar hirto e começa a transpirar. Abre ligeiramente os olhos e verifica que a menina está aparentemente alheada do que se está a passar, concentrada no seu ofício. Ele estuda-a brevemente. Baixa, bonita, olhos escuros e cabelo ainda mais escuro, calças justas tipo leggings e camisa com um botão desapertado apenas. Ela apercebe-se de que está a ser observada e diz "pode fechar os olhos e relaxar". Ele obedece, mas apenas por um minuto, abrindo os olhos para continuar a estudá-la quando ela massaja as suas coxas. Quando ela se vira novamente, verifica que o segundo botão está prestes a abrir-se e abre-se mesmo, mostrando uma camisola justa e um peito pequeno e firme sem necessidade de sustentação, com mamilos escuros e hirtos.

 

Imediatamente lhe vêm à cabeça pensamentos pecaminosos e sente a sua excitação a aumentar. "Foda-se!", pensa, enquanto se apercebe de que a toalha está a levantar-se proporcionalmente. Ela hesita por dois segundos e ele pensa "Foda-se, foda-se foda-se, ela percebeu". Fecha os olhos e deixa de desfrutar da massagem, preocupado com o que ela poderia estar a pensar. De repente, sente a toalha a mexer-se e uma mão no seu membro. Não pode ser. Mas pode... Ela está a massajá-lo devagar. Ele abre os olhos e vê-a a olhar para ele, a trincar o lábio ao de leve e a desapertar os restantes botões da camisa com a mão livre.

 

E o resto... O resto é história!

 

 

07
Fev17

Fábula #3

O Coiso

Vejo-te diariamente a chegar, bela e inacessível. Educadamente, cumprimentamo-nos mas nunca adiantamos mais conversa do que aquela de circunstância. Um dia entabulamos uma conversa normal, na qual tu deixas cair que estás com falta de sexo. Em seguida dás a entender o quanto precisas que alguém te coma, de preferência eu. Descaradamente, perguntas-me se quero ir contigo beber um copo depois do trabalho.

Esse copo é transformado num jantar em que apimentamos a conversa com histórias do passado, em que tudo era possível e havia poucas restrições. Já tocados, optamos por beber mais um copo e ficamos alegremente inebriados. Enquanto esperamos por um táxi para ti, perguntas finalmente se te quero acompanhar a casa. No táxi, trocamos silenciosamente algumas carícias e sussuramos algumas palavras de excitação misturadas com gargalhadas abafadas e alguns suspiros de prazer.

 

Já em tua casa, nem sequer me deixas despir convenientemente e ajoelhas-te em frente a mim, ansiosa por me despir as calças. Quando o fazes, imediatamente me chupas com todo o vigor.

Antes de me vir, levanto-te e levo-te para o quarto, onde meticulosamente te fodo até me vir dentro de ti, com toda a força.

Ainda não te chegava, pelo que terminei o serviço com um delicioso oral que te levou às nuvens.

 

 

Agradeceste-me e pediste-me para guardar segredo, o que eu faria caso tudo isto fosse verdade…

29
Dez16

Fábula #2

O Coiso

Hoje sonhei contigo. Que me contactavas e marcavas um encontro. Num Motel. Hoje. À noite. Um local, uma hora e um dia.

Chego ao local, digito a palavra-passe e entro para o quarto combinado. Sou o primeiro a chegar e informo-te disso. Respondes que já vais a caminho e demoras cerca de 10 minutos a chegar.

Tomo um duche rápido e deito-me nu na cama. Luzes apagadas. De repente, ouço barulho, estás a chegar. Ouço-te a subir as escadas, a abrir a porta do quarto, a chamar-me. Respondo. Nem acendes a luz, já estás nua e entras directa na cama. Estás fria e encostas-te a mim para te aquecer.

Imediatamente começo por te tocar e arrepiar-te. Tu aquiesces e retribuis sem quaisquer pudores, apesar de ser a primeira vez que estamos juntos. Sinto o teu toque e entumesço. Digo uma piada porca ao teu ouvido, ouço o teu riso cristalino e sorrio beatificamente. E logo passo a acções mais sérias.

Monto-te vigorosamente e faço-te vir, uma vez e outra. Paramos para, juntos, tomarmos um banho a escaldar e massajarmo-nos um ao outro, doce e delicadamente. Excitarmo-nos novamente para o que aí vem.

Ainda no duche, ajoelhas e chupas-me o pau de volta à vida. Pegas nele e puxas-me para a cama, onde te colocas de quatro e me dizes seres minha da forma que eu quiser. Sem pejo tomo-te nas minhas mãos e redobro os esforços no sentido de te ouvir a gritar o meu nome, onde sou bem sucedido.

Depois, na hora do cansaço, visto o roupão e fumo um cigarro. Tomo mais um duche rápido e volto para a cama, onde jazes, nua mas encolhida de frio. Entro na cama e encosto-me a ti, para te aquecer. Adormeço e acordo algumas horas depois, sozinho. É de manhã e tenho de ir para o trabalho.

Pelo caminho, recordo um momento…

 

 

27
Out16

Fábula #1

O Coiso

Chegou a casa e recolheu à garagem. Tinha que pôr as coisas em dia naquele dia. Estava naquilo há cerca de dez minutos quando o portão atrás dele se abriu "Olha, a minha mulher... Vou-lhe pregar um susto!". Escondeu-se e ficou à espera. O carro entrou, parou, mas a mulher não saiu. Ficou no carro. Sorrateiramente, foi espreitar o que a mulher estava a fazer. E surpreendeu-se...

 Então, deu a volta ao carro e disse "Posso ajudar?". E a resposta dela só podia ser uma...

 

28
Jun16

Cenário #2

O Coiso

Praia, no Algarve.

 

Cheguei ainda de madrugada directamente da discoteca e deitei-me debaixo do toldo reservado para o Verão. Acordo agora, já perto da hora do almoço, cheio de fome. Como uma dose de sardinhas e uma imperial no restaurante do costume e volto para a praia. O dia está meio encoberto mas está muito calor, por isso sabe bem refrescar-me na água.

 

Já a meio da tarde, chegas tu, só com uma toalha e um saco de pano. Despes o teu mini-vestido e mostras um biquini colorido e um corpo torneado. Cabelos escuros, pele deliciosamente dourada, olhos claros. Um regalo para a vista. Rapidamente captas a minha atenção. Nesse momento, chamam-me para um jogo de futebol e lá vou eu, Ronaldo daquela praia, um Madjer na minha cabeça a dar ordens. Ganhamos o jogo e eu percebo que estás a observar-nos. O meu desejo é que tu me estejas a observar a mim. Após o jogo, vamos todos tomar banho, numa galhofa animada à qual te juntas timidamente. Somos um grupo grande, rapazes e raparigas que se conhecem há muitos anos por irem sempre para a mesma praia. Mas as meninas do nosso grupo enturmam-te e começam a apresentar-te aos rapazes. Alice é o teu nome.

 

De repente, começa a chover. Uma chuva de Verão, daquelas fortes e com gotas bem grossas. O cheiro a areia molhada entrava pelo meu nariz dentro. Rapidamente saio da água, pego nas tuas coisas e ponho-as debaixo do meu toldo para não se molharem. Volto para dentro de água e o teu sorriso de agradecimento derreteu-me. Ficamos os dois dentro de água a falar um com o outro até estarmos engelhados, molhados e apaixonados, uma paixão de Verão. Despedimo-nos com um sorriso e a certeza de que logo à noite nos vamos encontrar novamente.

 

O Verão é tão belo

13
Jun16

Cenário #1

O Coiso

Num dia de Verão há alguns anos, fui convidado para um passeio pelo paredão de Cascais. A pessoa em questão estava numa situação complicada nas questões amorosas, completamente apaixonada por um tipo que não lhe ligava excepto para dar umas quecas. O Coiso sai do trabalho e vai lá ter. Depois de duas voltas ao paredão, já caía a noite, salta um convite para um prato de caracóis. Do prato de caracóis, subiu-se para uma tosta de frango. Daí até minha casa foi um ápice.

 

Estávamos lá, eu à espera de uma aberta para lhe dizer para deixar o outro de vez quando conversa puxa conversa eu digo "Eu não te digo que és perigosa?" ao que ela responde "Já é a segunda vez que me dizes isso hoje. Sabes o que é que eu não gosto?". Eu, meio a medo, já a pensar "fizeste merda" digo que não e ela responde "É ter a fama e não ter o proveito" e literalmente monta-se ao meu colo.

 

Foi uma noite interessante!

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