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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

04
Nov19

Desafio dos Pássaros - O post da Vingança

O Coiso

Um amor proibido (esta é uma história verdadeira…)

By Coiso

 

Aqui há uns anos, perdi-me por uma enfermeira. Tudo começou pela Internet. Ela tinha um blog, eu tinha um blog e… a troca de comentários levou a comunicação por chat que levou à comunicação por telemóvel. Vamos pôr um nome fictício à pessoa. Mafalda!

A Mafalda correspondia ao Coiso. Fisicamente (e de que maneira…) e também ao nível da comunicação. Tínhamos as mesmas ideias, gostos parecidos e muita, muita vontade de estar um com o outro. A primeira vez que estivemos juntos, uma sexta-feira, foi num jardim para os lados de Santarém. Passámos uma tarde fabulosa, em que os beijos e as carícias vinham em quantidades liberais e em nenhum momento nos fartámos da boca, da língua ou mesmo do corpo um do outro. Uma vez que estávamos num lugar público, nunca chegámos a vias de facto, mas o facto é que a vontade compareceu de parte a parte.

Na segunda-feira seguinte, combinámos ir à praia depois de um fim de semana em que queríamos ter estado juntos mas não conseguimos e por isso trocámos aproximadamente 4000 SMS. Eu tinha uma entrevista de trabalho primeiro, ela tinha uma formação marcada mais ou menos à mesma hora, por isso íamos encontrar-nos na praia de Carcavelos. Fiz-lhe uma surpresa e fui ao sítio da formação, para dar um beijinho e desejar-lhe boa sorte. Fui calorosamente recebido e tudo parecia estar óptimo desde a sexta-feira anterior.

Fui para a praia depois da entrevista e nada de Mafalda. Íamos jantar juntos e nada de Mafalda. Íamos passar a noite juntos e nada de Mafalda. Eu não sabia se não lhe tinha acontecido nada. Finalmente, às duas da manhã, já a dar em doido por há perto de doze horas não ter novidades, recebo uma SMS a terminar tudo. Toda e qualquer comunicação. O fim. O motivo? O ex-namorado apareceu logo a seguir à minha surpresa. A pedir para voltar. E ela havia passado tarde, jantar e noite com ele, quando o que eu queria era que o tivesse feito comigo naquele dia.

Ainda hoje ao pensar na Mafalda fico triste. Não sei mais dela, não sei se está em Portugal, se é feliz ou não, se casou e se tem filhos, se ainda é enfermeira ou sequer se está viva. Gostava de ter podido manter o contacto com ela, de qualquer forma. E assim, tornou-se um amor proibido para mim…

01
Nov19

Desafio dos pássaros #8

O Coiso

Escreve uma carta para a criança que foste

By Coiso

 

Puto, deixa-te de merdas, continua a estudar. Não te preocupes com o bullying, que um dia ainda vais ser tu a rir-te, nunca fazendo o mesmo que te fizeram. E os teus pais amam-te. Dê por onde der, faz-lhes a vida o mais fácil possível, preocupa-te com manteres os bons resultados na escola, divertires-te no andebol e no basquete, cumprires as poucas regras que te impõem e vais ver que a tua vida vai ser tão mais fácil no futuro.

Continua a poupar todos os meses um bocadinho. Se puderes evitar os croissants diários, vais conseguir poupar muito mais. Mesmo sabendo tu que os teus pais têm uma rede por baixo do teu rabo, quanto mais depressa conquistares a tua independência, mais depressa consegues pôr os teus planos em prática, dedicar-te às tuas actividades mágicas e às do sexo oposto que tanto aprecias.

Masturbação não é crime. Conhece bem o teu corpo, compreende bem os sinais que ele te manda. Continua a ver aqueles filmes manhosos e a ler tudo o que te apareça pela frente sobre massagens.

Finalmente… Não te pressiones no sentido de encontrar a mulher perfeita. Primeiro que tudo, ela não existe. Não existem mulheres perfeitas. E deixa-me já rebentar a tua bolha… Tu também és tudo menos perfeito! E não és a Santa Casa da Misericórdia, amiguinho!

Aquela mulher com grandes mamas que te dá uma tesão do tamanho da torre Eiffel sempre que a vês, mas que depois só te fode diariamente a cabeça de cima e menos vezes a de baixo (mesmo que quando vai à de baixo seja um fogo de artifício digno da passagem de ano da Madeira!), não é a mulher certa para ti.

A certa é aquela que te compreende. A que te faz rir. A que te ouve e te apoia, mesmo que te dê na cabeça no processo. Acima de tudo, aquela que, quando a barraca começa a abanar com mais força, larga tudo para estar ao teu lado no que precisares. Essa sim, é a certa. E faz tudo por ela tu também. Fodas incluídas!

Se não a encontrares aos 18, ou aos 25 ou mesmo aos 30, não desesperes. Vai tendo as tuas coisas, os teus casos, os teus namoros inconsequentes, as tuas fodas mágicas e as tuas relações mais ou menos sérias. Quando a mulher certa aparecer, sabe-lo-ás!

Um dia vais agradecer-me, acredita!

Um abraço

25
Out19

Desafio dos pássaros #7

O Coiso

A Constança precisa duma máscara capilar, mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abóbora com amêndoa. Convence-a a escolher a compota para usar como mascara capilar

By Coiso

 

Vão-me desculpar, mas de máscaras capilares e de vendas eu não percebo nada. O único capilar da Constança que eu posso conhecer, se é que ele existe, é o capilar vulvar, também conhecido por pêlos púbicos. E é desse que eu vou falar hoje. E vou meter compota de abóbora ao barulho, claro!

Lembram-se do Nove Semanas e Meia (link para a semana 5 – Check)? Pois que compota de abóbora também é um produto que pode e deve ser utilizado nesse exercício. E como? Simples. Dispam a Constança (após garantirem que ela não disse que não – pumbas, link para a semana 4, chupem!), vendam-na para ela não saber muito bem o que estão a preparar, abram a pernoca à moça, garantam que os capilares estão aparados, barrem uma dose generosa da compota de abóbora – se tiver amêndoas, procedam com cuidado no barramento para garantir que não arranham nenhuma zona mais sensível – e provem a dita da compota, directamente da genitália alheia. Este processo também pode ser chamado de cunnilingus e garanto que, se a Constança estiver praí virada, é uma aventura-momento que a irá marcar (imparável…. Ligação para a semana 3!!!) para sempre e que irá aparecer nos textos do ano que vem.

Senão, amor e um estalo (foda-se, que o gajo hoje…)

Problemas, só problemas! (Tomem lá que já almoçaram!)

Só é pena a Constança não se chamar Eva, senão tinha link para a semana passada e para o Hitler. Era só dizer que eles estavam a fazer essa badalhoquice toda no Inferno (e não é que consegui mesmo?)!

18
Out19

Desafio dos pássaros #6

O Coiso

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorifico"

By Coiso

 

Se ainda fosse o Sexo numa cabana encostado ao frigorífico, eu tenho a certeza que conseguia escrever uma história animada. Agora… O amor, uma cabana e o frigorífico, tou a ver um casal gordo, com um cão gordo, rodeados de filhos gordos….

OK, esqueçam esta parvoíce. Relembrem-se do Nove Semanas e Meia. A Kim Basinger, toda boazona, o Mickey Rourke quando ainda era giro apesar do mau hálito. Já imitei essa cena. Com mirtilos ou amoras, chantilly, mel, chocolate, gelado, gomas e um homem nu (eu…) e despi e lambuzei a pessoa enquanto a despia também. Foi engraçado. Especialmente porque acertei nos sabores que a pessoa gostava, gastei só um bocadinho de cada coisa, não meti coisas horríveis como o Mickeyzinho (meteu chilli ao barulho…) e no fim, depois de comer a pessoa, ainda comi os restos… sozinho!

Mas a casa do Mickey Rourke não era uma cabana, dizem vocês com razão. Pois, na verdade a minha também não. Mas eu prefiro o conforto urbano para estes cambalachos!

E vocês, têm alguma cena tipo Nove Semanas e Meia para relatar? Usem os comentários. Se não quiserem que eu publique… comecem o comentário por “Não Publicar”.

11
Out19

Desafio dos pássaros #5

O Coiso

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo

By Coiso

 

Olha o Hitler. Mas o tipo não morreu há quase 75 anos? O que é que ele tá aqui a fazer à minha frente? Oi? Ninguém o aceita? Deixa cá ver se eu consigo resolver isso. A Eva Braun não está ao lado dele, portanto deve ter arranjado um lugarzito para ela. O que significa que está há quase 75 anos à espera do seu amado. Coitada, já deve estar com uma tendinite… Ou então na ramboia com um negão qualquer!

Ora então como é que eu vou resolver isto… Pá… Acho que vou convencer o Hitler a tirar aquela merda do buço e a fazer uma barba como deve de ser. O rapazola tem ar de quem tem meia dúzia de pintelhos a jogar à sueca nas bochechas, mas vai-se a ver ainda tem uma penugem decente para fazer uma barba hipster. Irreconhecível, é só arranjar um nome diferente de Adolfo (nem que seja Fodáceo) e submeter a aplicação novamente. É tiro e queda e lá fica a Evazita contente.

Eu, como bom malandro que sempre fui, de certeza que assim que chegar em frente ao porteiro da cena ele me deixa entrar sem consumo mínimo. E uma vez lá dentro, prometo que a primeira coisa que faço depois de arranjar um poiso à beira lava é ir ter com a Mata Hari e pedir-lhe uma dança. Quero ver se ela consegue que a minha cobra dance ao ritmo dela, porque consta que ela tinha jeito para isso. E depois é começar a organizar uns concertos. Estão lá uns quantos moços que nunca ouvi ao vivo e montar um Woodstock do século XXI deve ser bananas para aqueles senhores. Senão vejam: Kurt Cobain, Freddie Mercury, Prince, David Bowie, Jimi Hendrix, António Variações. Já viram este cartaz? É só juntar umas garrafas de Tequilla e tá a andar!

04
Out19

Desafio dos pássaros #4

O Coiso

A Beatriz disse que não. E agora?

By Coiso

 

Normalmente, quando uma mulher diz que não, quer dizer que sim. No entanto, não podemos tomar isso como garantido. A Beatriz pode estar a querer dizer que não e ser não mesmo. Nesse caso, devemos deixá-la em paz. E sim, estou a falar “desse” não. Aquele da dor de cabeça quando vamos deitar-nos. Aquele que dá prisão se não cumprirmos com um estranho (e um estalo se não cumprirmos em casa… pegando no tema da segunda semana). O não ao sexo.

Nisto, tenho uma história para contar. Há uns meses, fui ver o Louis C.K. ao vivo, a fazer stand-up. Não sabem quem é? É ESTE senhor (sim, é um link). Acontece que o senhor aqui há uns anos foi acusado de má conduta sexual. Alegadamente, masturbou-se em frente a senhoras e elas ficaram ofendidas. Ele começou o espectáculo a dizer “Eu costumava encher pavilhões, agora estou aqui num hall de Hotel, por isso aprendam uma coisa. Se alguma vez perguntarem a uma mulher se se podem masturbar em frente a ela e ela responder que sim… primeiro perguntem se ela tem a certeza. E depois, mesmo que ela diga que sim… não o façam!”. Com isto, conseguiu duas coisas. Matar o elefante na sala (figurado, ó PAN!) e quebrar o gelo (também figurado, ó Greenpeace). Arrancou para horimeia de stand up brilhante e quando parou…. A malta queria muito muito mais!

Outra história. Quando era adolescente conheci uma loura voluptuosa numa discoteca. Começamos aos beijos ainda dentro da discoteca e a coisa roçou o pornográfico. Assim que saímos para a rua (a pedido dela…) a primeira coisa que me disse foi “sexo, no!”. E eu respondi “muy bien”. Uns vinte minutos depois, tinha a boca dela de roda do meu pau. E quatro horas depois, quando a deixei no autocarro para a terrinha dela (era a última noite de soltura da escola dela…), ela levava um andar novo e eu levava os colhões enrugadinhos de tão vazios que estavam. Porque ali entre os vinte minutos e as quatro horas, ela segredou-me aos ouvidos umas palavrinhas mágicas do tipo “anda cá que eu não te aleijo”. Mas se ela continuasse a dizer “sexo, no!” por mim tudo bem. Era da maneira que quando chegasse ao hotel, dava uso à direita!

Porque quando a Beatriz diz que não, é não mesmo!

27
Set19

Desafio dos pássaros #3

O Coiso

Uma aventura/momento que te tenha marcado

By Coiso

 

Corria o ano de mil novecentos e NãoTensNadaAVerComIsso quando estava a jogar à bola no campo de terra batida ao lado do pavilhão, a 50 metros de minha casa. Era Verão, estava calor e eu estava com os meus amigos. Como não éramos muitos, estávamos a jogar aos centros. Para quem possa estar a indagar-se, o jogo consistia em:

  • Um guarda-redes
  • Um jogador a fazer centros
  • Meia dúzia de putos à molhada perto da baliza para receber o centro

As regras eram simples. O “centrador” tinha de centrar aleatoriamente, a fim de todos os jogadores terem a mesma chance de marcar golos. Os jogadores podiam ir mudando de sítio, consoante o seu “feeling”. O último a marcar um golo…. Ia para a baliza. E se o redes desse muitos frangos, continuava até começar a defender a sério. Quando saísse da baliza, tornava-se o “centrador”. Assim todos passavam por todas as áreas. De uns dias para os outros, retomavam-se as posições do último jogo.

Naquele dia, o Coiso estava como “centrador”. O jogo decorria há algum tempo. Eu tinha pedido a um dos “avançados” para me fazer um passe para eu poder fazer o cruzamento em movimento, tal e qual como nos jogos do meu Benfica. O passe vem e eu faço o centro perfeito e golo do PC. Grande golo, remate de cabeça mesmo ao ângulo, o redes nem a viu! Olha, o R foi o último a marcar, vai para a baliza. O H vai centrar.

Lá vem o Coiso para perto da cabeceira da área, o H faz o passe e eu devolvo para a zona da linha final, o centro sai meio torto, se eu correr e saltar bem alto consigo chegar à bola antes de ela chegar ao P e ao PC. Grito “sou o Magnusson do “AMinhaTerra”. Sinto a bola a bater mesmo no centro da minha testa no momento em que faço o movimento do “Sim” e vai disparada para a baliza. O R. atira-se em voo para agarrar a bola e…. GOLO! Dou uma corrida triunfal à volta da baliza a comemorar, um High Five no H pelo cruzamento e… “Coiso, o jantar tá quase pronto. Anda para casa!”.

Olho pelo gradeamento do campo e vejo o meu pai, alto e forte, a sorrir. De certeza que ele viu o meu golo. De certeza que ele está orgulhoso de mim! “Bom golo filho!”

Ser criança é ser feliz…

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