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Parte 12

(continuação...) Almoçamos rapidamente e seguimos, eu e o João, para a aula. Chegamos ligeiramente atrasados e só arranjamos lugar nas traseiras do auditório. A aula passa rapidamente e despeço-me da malta. Dirijo-me a casa para estudar. Estou a entrar na residência quando recebo uma sms da Luísa a informar que vai entrar agora para o trabalho de grupo e a desejar-me bom estudo. Despede-se com um "gosto de ti" e um emoji com um beijo. Estou a responder quando o meu telefone toca. (...)

Pedido a quem me lê

Eu tento rever os meus textos antes de os publicar, porque tenho um bocado de fobia a erros de ortografia. Detesto fazê-los e detesto ainda mais lê-los. No entanto, como escritor dos contos, tenho os olhos viciados e muitas vezes, só após ler três e quatro vezes cada texto apercebo-me de que me falhou uma tecla, ou um espaço, ou escrevi errado mesmo. Assim, peço-vos que se por acaso encontrarem algum erro de ortografia, me deixem um comentário com a frase incorrecta, para eu corrigir. Caso não queiram que o comentário fique visível, basta escreverem "não publicar"

Parte 11

(continuação...) - Vamos dormir? - pergunto eu carinhosamente - Sim. - Gostei muito desta noite. Obrigado por não me pressionares e por falares comigo. - Eu também gostei muito desta noite. E não agradeças. Eu gosto de ti como és. Deito a cabeça nas almofadas e fico a olhar para ela. Ela também está com os olhos abertos, a olhar para mim. Apetece-me beijá-la, mas tenho medo. Apercebo-me que ainda tenho a perna em cima dela e pergunto se estou a incomodar. - Não, estás (...)

Parte 10

(continuação...) Meio atrapalhado, não sei bem o que responder. Ela olha para mim e, à medida que o tempo passa, vai ficando com os olhos embaciados. Nisto sinto que o momento passa e digo que vou à casa de banho. Quando volto, ela continua sentada no sofá, na mesma posição. No Spotify, toca Big Empty, uma das minhas músicas preferidas de Stone Temple Pilots. O Scott canta "Time to wait too long, to wait too long... To wait too long… ". Sento-me o mais perto que consigo dela e (...)

Parte 9

(continuação...) - Queres começar por onde? - pergunto-lhe eu, para ganhar tempo - Pelo início... - Isso é o quê? - É o que tu quiseres partilhar comigo, Tiago. À medida que fores falando, eu vou fazendo perguntas para as quais espero respostas e tu podes fazer o mesmo. É assim que duas pessoas conversam. - OK, já percebi. Então é assim... Já sei que tu gostas de mim e queres passar tempo comigo e queres conhecer-me melhor. Eu sinto o mesmo e quero o mesmo que tu. - (...)

Parte 8

(continuação...) Após o jantar na cantina da Universidade, voltei para o meu quarto, pensativo. Por um lado, estava morto de vergonha. Só de recordar o que aconteceu na casa da Luísa hoje à tarde dá-me vontade de desaparecer. Eu tenho de ter um problema. Será que sofro de ejaculação precoce? Que vergonha! Como é que eu vou estar com a Luísa novamente? Será que ela quer? Será que ela acha que a culpa é dela? Todas estas perguntas estão a deixar-me com dor de cabeça. Não (...)

Parte 7

(continuação...) Entramos na casa da Luísa e ela tira o casaco. Pendura-o no cabide da entrada, descalça-se e tira as meias. Eu imito-a e fico descalço a olhar para ela. Ela olha para mim, pega-me na mão e leva-me para o quarto dela. A casa da Luísa fica na zona antiga de Coimbra, a cinco minutos da Universidade. Fica num segundo andar sem elevador e tem o formato de um L, com um quarto pequeno logo à entrada do lado direito, recheado de prateleiras repletas de livros. Seguindo (...)

Parte 6

(continuação...) Chegamos ao tasco e, realmente, é um tasco. Daqueles à moda antiga. À porta, o dono informou-nos de que os pratos do dia são carne de porco à alentejana e bacalhau à brás. Decidimo-nos ambos pelo bacalhau e entramos. Sentamo-nos numa mesa recatada e pedimos um sumo cada um. Eu mantenho-me em silêncio, à espera que a Luísa entabulasse conversa. Estava curioso acerca do que poderia sair dali. Ela olha para mim atentamente, parecendo que me estava a estudar e a (...)

Parte 5

(continuação...) Acordo sobressaltado com o despertador. Desligo-o rapidamente e levanto-me do chão. Na cama, a Luísa ainda dorme. Meto a mão em cima da colcha, na zona onde tinha estado a lavar. Merda, ainda está molhada. Pode ser que, se eu a acordar, ela não dê por nada. Devagarinho, deito-me na cama e encosto-me a ela. A minha cara está a centímetros da dela, apercebo-me. Baixinho, chamo-a enquanto lhe passo a mão pelo braço. Ela estremece e, ainda com os olhos fechados... (...)

Parte 4

(continua...) - O... O... Olá Luísa... Como estás? - perguntei, completamente apanhado de surpresa - Olá Tiago. Tudo bem? Posso entrar? - Er.... Entrar? Queres entrar no meu quarto? Para quê? - Para fritar uma roda de farturas - diz ela rindo-se - Para que achas que quero entrar no teu quarto? Quero estar um bocadinho contigo, falar. - Mas eu estou a estudar Estruturas. - Não tem problema. Não falamos. Eu fico caladinha. Faço-te companhia. Trouxe o meu livro e não tenho (...)