Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

18
Out19

Desafio dos pássaros #6

O Coiso

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorifico"

By Coiso

 

Se ainda fosse o Sexo numa cabana encostado ao frigorífico, eu tenho a certeza que conseguia escrever uma história animada. Agora… O amor, uma cabana e o frigorífico, tou a ver um casal gordo, com um cão gordo, rodeados de filhos gordos….

OK, esqueçam esta parvoíce. Relembrem-se do Nove Semanas e Meia. A Kim Basinger, toda boazona, o Mickey Rourke quando ainda era giro apesar do mau hálito. Já imitei essa cena. Com mirtilos ou amoras, chantilly, mel, chocolate, gelado, gomas e um homem nu (eu…) e despi e lambuzei a pessoa enquanto a despia também. Foi engraçado. Especialmente porque acertei nos sabores que a pessoa gostava, gastei só um bocadinho de cada coisa, não meti coisas horríveis como o Mickeyzinho (meteu chilli ao barulho…) e no fim, depois de comer a pessoa, ainda comi os restos… sozinho!

Mas a casa do Mickey Rourke não era uma cabana, dizem vocês com razão. Pois, na verdade a minha também não. Mas eu prefiro o conforto urbano para estes cambalachos!

E vocês, têm alguma cena tipo Nove Semanas e Meia para relatar? Usem os comentários. Se não quiserem que eu publique… comecem o comentário por “Não Publicar”.

11
Out19

Desafio dos pássaros #5

O Coiso

Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo

By Coiso

 

Olha o Hitler. Mas o tipo não morreu há quase 75 anos? O que é que ele tá aqui a fazer à minha frente? Oi? Ninguém o aceita? Deixa cá ver se eu consigo resolver isso. A Eva Braun não está ao lado dele, portanto deve ter arranjado um lugarzito para ela. O que significa que está há quase 75 anos à espera do seu amado. Coitada, já deve estar com uma tendinite… Ou então na ramboia com um negão qualquer!

Ora então como é que eu vou resolver isto… Pá… Acho que vou convencer o Hitler a tirar aquela merda do buço e a fazer uma barba como deve de ser. O rapazola tem ar de quem tem meia dúzia de pintelhos a jogar à sueca nas bochechas, mas vai-se a ver ainda tem uma penugem decente para fazer uma barba hipster. Irreconhecível, é só arranjar um nome diferente de Adolfo (nem que seja Fodáceo) e submeter a aplicação novamente. É tiro e queda e lá fica a Evazita contente.

Eu, como bom malandro que sempre fui, de certeza que assim que chegar em frente ao porteiro da cena ele me deixa entrar sem consumo mínimo. E uma vez lá dentro, prometo que a primeira coisa que faço depois de arranjar um poiso à beira lava é ir ter com a Mata Hari e pedir-lhe uma dança. Quero ver se ela consegue que a minha cobra dance ao ritmo dela, porque consta que ela tinha jeito para isso. E depois é começar a organizar uns concertos. Estão lá uns quantos moços que nunca ouvi ao vivo e montar um Woodstock do século XXI deve ser bananas para aqueles senhores. Senão vejam: Kurt Cobain, Freddie Mercury, Prince, David Bowie, Jimi Hendrix, António Variações. Já viram este cartaz? É só juntar umas garrafas de Tequilla e tá a andar!

04
Out19

Desafio dos pássaros #4

O Coiso

A Beatriz disse que não. E agora?

By Coiso

 

Normalmente, quando uma mulher diz que não, quer dizer que sim. No entanto, não podemos tomar isso como garantido. A Beatriz pode estar a querer dizer que não e ser não mesmo. Nesse caso, devemos deixá-la em paz. E sim, estou a falar “desse” não. Aquele da dor de cabeça quando vamos deitar-nos. Aquele que dá prisão se não cumprirmos com um estranho (e um estalo se não cumprirmos em casa… pegando no tema da segunda semana). O não ao sexo.

Nisto, tenho uma história para contar. Há uns meses, fui ver o Louis C.K. ao vivo, a fazer stand-up. Não sabem quem é? É ESTE senhor (sim, é um link). Acontece que o senhor aqui há uns anos foi acusado de má conduta sexual. Alegadamente, masturbou-se em frente a senhoras e elas ficaram ofendidas. Ele começou o espectáculo a dizer “Eu costumava encher pavilhões, agora estou aqui num hall de Hotel, por isso aprendam uma coisa. Se alguma vez perguntarem a uma mulher se se podem masturbar em frente a ela e ela responder que sim… primeiro perguntem se ela tem a certeza. E depois, mesmo que ela diga que sim… não o façam!”. Com isto, conseguiu duas coisas. Matar o elefante na sala (figurado, ó PAN!) e quebrar o gelo (também figurado, ó Greenpeace). Arrancou para horimeia de stand up brilhante e quando parou…. A malta queria muito muito mais!

Outra história. Quando era adolescente conheci uma loura voluptuosa numa discoteca. Começamos aos beijos ainda dentro da discoteca e a coisa roçou o pornográfico. Assim que saímos para a rua (a pedido dela…) a primeira coisa que me disse foi “sexo, no!”. E eu respondi “muy bien”. Uns vinte minutos depois, tinha a boca dela de roda do meu pau. E quatro horas depois, quando a deixei no autocarro para a terrinha dela (era a última noite de soltura da escola dela…), ela levava um andar novo e eu levava os colhões enrugadinhos de tão vazios que estavam. Porque ali entre os vinte minutos e as quatro horas, ela segredou-me aos ouvidos umas palavrinhas mágicas do tipo “anda cá que eu não te aleijo”. Mas se ela continuasse a dizer “sexo, no!” por mim tudo bem. Era da maneira que quando chegasse ao hotel, dava uso à direita!

Porque quando a Beatriz diz que não, é não mesmo!

27
Set19

Desafio dos pássaros #3

O Coiso

Uma aventura/momento que te tenha marcado

By Coiso

 

Corria o ano de mil novecentos e NãoTensNadaAVerComIsso quando estava a jogar à bola no campo de terra batida ao lado do pavilhão, a 50 metros de minha casa. Era Verão, estava calor e eu estava com os meus amigos. Como não éramos muitos, estávamos a jogar aos centros. Para quem possa estar a indagar-se, o jogo consistia em:

  • Um guarda-redes
  • Um jogador a fazer centros
  • Meia dúzia de putos à molhada perto da baliza para receber o centro

As regras eram simples. O “centrador” tinha de centrar aleatoriamente, a fim de todos os jogadores terem a mesma chance de marcar golos. Os jogadores podiam ir mudando de sítio, consoante o seu “feeling”. O último a marcar um golo…. Ia para a baliza. E se o redes desse muitos frangos, continuava até começar a defender a sério. Quando saísse da baliza, tornava-se o “centrador”. Assim todos passavam por todas as áreas. De uns dias para os outros, retomavam-se as posições do último jogo.

Naquele dia, o Coiso estava como “centrador”. O jogo decorria há algum tempo. Eu tinha pedido a um dos “avançados” para me fazer um passe para eu poder fazer o cruzamento em movimento, tal e qual como nos jogos do meu Benfica. O passe vem e eu faço o centro perfeito e golo do PC. Grande golo, remate de cabeça mesmo ao ângulo, o redes nem a viu! Olha, o R foi o último a marcar, vai para a baliza. O H vai centrar.

Lá vem o Coiso para perto da cabeceira da área, o H faz o passe e eu devolvo para a zona da linha final, o centro sai meio torto, se eu correr e saltar bem alto consigo chegar à bola antes de ela chegar ao P e ao PC. Grito “sou o Magnusson do “AMinhaTerra”. Sinto a bola a bater mesmo no centro da minha testa no momento em que faço o movimento do “Sim” e vai disparada para a baliza. O R. atira-se em voo para agarrar a bola e…. GOLO! Dou uma corrida triunfal à volta da baliza a comemorar, um High Five no H pelo cruzamento e… “Coiso, o jantar tá quase pronto. Anda para casa!”.

Olho pelo gradeamento do campo e vejo o meu pai, alto e forte, a sorrir. De certeza que ele viu o meu golo. De certeza que ele está orgulhoso de mim! “Bom golo filho!”

Ser criança é ser feliz…

20
Set19

Desafio dos Pássaros #2

O Coiso

O amor e um estalo

By Coiso

 

Fui à beira da ribeira

Estavas a lavar lençóis

Ficava lá a tarde inteira

A galar-te os caracóis

 

Como não te via bem

Assumi-me a um chaparro

Encostei-me a uma ramada

E acendi um belo cigarro

 

Tavas linda até brilhavas

Já com o vestido molhado

E nem sequer suspeitavas

Que eu ali estava empoleirado

 

Já me tava doendo o cu

De estar ali no chaparro

Mas pra ver um naco como tu

Podia atropelar-me um carro

 

Tentei ajeitar-me no ramo

Mas perdi o equilíbrio e malhei

Pela mulher que eu amo

Parti os cornos que me tramei

 

Quando me viste no chão

Todo partido e cheio de dores

Pregaste-me cá um chapadão

Que eu vi tudo com outras cores

 

Levaste-me para casa a seguir

Fodida comigo e com razão

Acabámos por isso a noite a rir

A relembrar tamanho trambolhão

 

Foi assim que aprendi a mal

Que não te devo assustar

Porque levei estaladão tal

Que fiquei ca tromba a latejar

 

16
Set19

Fábula #11

O Coiso

Abriu o email e sorriu. Conforme prometida, lá estava a mensagem que ele esperava e que havia sido prometida por ela no dia anterior. Não reconheceu o email, mas não foi isso que o fez esmorecer.

"Às onze da manhã no motel, quarto 19. Podemos desmarcar até uma hora antes, por isso liga-me para o 9xxxxxxxx se acontecer aguma coisa". Não sabia que número era aquele. Só podia ser ela.

Era exactamente aquilo que ele queria. Apanhá-la em flagrante. Há meses que desconfiava que ela o traía. Criou uma conta falsa na aplicação de encontros, encontrou-a, fez-se passar por um médico recém lincenciado e seduziu tranquilamente a sua esposa em menos de duas semanas, enviando-lhe emails porcos e algumas fotografias que ia sacando da net.

Ela nunca respondia com imagens suas, mas sim com descrições excessivamente pormenorizadas do que essas mensagens e imagens lhe provocavam. Nem parecia dela aquele tipo de linguajar. Já estava com ela há mais de dez anos e nunca a ouvira sequer a dizer palavrões, excepto na ocasional topada em algum móvel da sala ou do quarto com as luzes apagadas. O sexo, cada vez menos frequente, era constantemente iniciado por ele e ela ficava de pernas abertas a respirar fundo enquanto ele a penetrava sem grande ânimo até se vir. Depois ia à casa de banho, lavava-se e deitava-se encostada a ele, dando-lhe um beijo rápido de boas noites antes de adomecer rapidamente.

Às 10:30, falou com o patrão, pediu-lhe para sair alegando uma súbita dor de dentes e conduziu o até ao motel combinado. Ao fim de 15 anos de lealdade na empresa, não lhe faziam muitas perguntas. Era um homem de sorte, trabalhador e bom chefe de família. Aparentemente, também um valente corno. Mas hoje isso ia terminar. Ia fotografar a sua entrada no motel, ia mandar-lhe uma carta do advogado a pedir o divórcio e a exigir uma compensação por danos morais tão alta que ela ia dar-lhe a casa sem mais questões.

Chegou ao hotel 10 minutos depois, no carro da empresa. Estacionou atrás de outro carro e ficou à espera. Fumou um cigarro, depois outro, depois saiu do carro, às 11:05 verificou o email. "Já cheguei!" Mas como, se não vira nenhum carro a entrar? Dirigiu-se à porta do motel, tocou à campainha, disse o nome da reserva e o número do quarto e entrou. Na garagem do quarto 19 estava um carro que não conhecia. "Que estranho".

Saiu do carro, subiu a escada, abriu a porta e encontrou uma senhora que não reconheceu sentada na cama. "Quem é você?" perguntou. "Inspectora Clara Vidal, Polícia Judiciária." Da casa de banho, saiu um elemento fardado e atrás dele, a sua mulher, em estado de choque...

13
Set19

Desafio dos Pássaros #1

O Coiso

Problemas, só problemas

By Coiso

 

Vamos partir de uma premissa inicial. Problemas de saúde são problemas sérios e não vou falar neles.

Às vezes, tenho dificuldade em compreender aquelas pessoas que dizem que estão cheias de problemas. A vida não me corre mal. Senão vejamos…

Se preciso de dinheiro arranjo um emprego. Não me lixem, que para quem precisa MESMO de emprego, qualquer coisa serve. Primeiro procuro um que pague condignamente e depois, se vejo que não encontro, procuro simplesmente um que pague qualquer coisa que me permita aguentar até ao mês seguinte. Nunca se sabe aquilo que a vida nos vai trazer depois disso… E ser empregado de restaurante, caixa no supermercado ou empregado de uma loja de roupa, é tão digno como ser polícia ou contabilista ou bancário. E paga quase o mesmo, no início de carreira.

Se preciso de sexo, que por acaso não preciso porque sou um gajo muito sortudo/jeitoso/bem-falante/todas as anteriores, mas imaginemos que precisava, tenho mais de 10 aplicações no telemóvel que me ajudam. Tenho o Urban. E depois tenho o Técnico, em caso de emergência… Claro que esta última opção pode colidir com o parágrafo do dinheiro, mas isso é uma questão de arrumação de finanças.

Se preciso de me rir tenho o Youtube, tenho o Facebook e também tenho as manhãs da SIC, com a Cristininha e o Cláudio Ramos. Também tenho o programa da Passadeira Vermelha, também com o Cláudio Ramos (ainda dá, certo?). Resumindo, tenho QUALQUER programa em que entre o Cláudio Ramos. E se calhar, arranjava aí mais meia dúzia de programas na TV que me fizessem rir. Eu é que não vejo muita televisão. Vejo os jogos do Benfica mais uns quantos programas soltos, às vezes lá vejo um filmezito… E pouco mais!

Se preciso de emagrecer, é só fechar a boca. Não é preciso milagres, não é preciso ginásio, só é preciso força de vontade e fechar a boca. Até pode ajudar ao parágrafo do dinheiro. E por consequência ao parágrafo do sexo. E como todos sabemos, o parágrafo do sexo ajuda ao parágrafo do rir. Claro que nem todos têm força de vontade e por isso socorrem-se do resto. Mas como eu costumo dizer, “beggars can’t be choosers” por isso se estás com problemas nos outros parágrafos… fecha a boca!

Tens mais algum problema? Vai à caixa de comentários e conta-mo. Juntos, poderemos procurar uma solução.

03
Set19

Pré-Desafio dos Pássaros

O Coiso

Bom dia a todos

O que é que me levou a participar no desafio dos Pássaros? Essa história é muito longa. Sei lá… o facto de ser um deles ajudou. Outra coisa que também ajudou foi que eu não bato bem da cabeça, bato o meio dia antes das 11, não jogo com o baralho todo… chamem-lhe o que quiserem. Sou maluquinho.

Comecemos por assumir que eu gosto de me meter em coisas que a minha vida profissional (supostamente) não me permite completar só porque é giro lutar contra as probabilidades. Porque desde que eu entrei na faculdade, é exactamente isso que tenho feito. Lutar contra as probabilidades. Tenho-me esforçado para, bem ou mal, levar a minha adiante.

Comecei por pagar a minha faculdade arranjando um emprego. E com isso tornei-me o primeiro filho dos meus pais a terminar o curso. Mesmo sendo o mais novo. Mas esse emprego não correu maravilhosamente… Depois fui despedido do emprego a seguir. E no outro a seguir também bati de frente com a minha primeira chefe. Até encontrar algum sucesso com o meu segundo chefe, de quem ainda sou muito amigo. Quando estava para ser promovido, aceitei uma proposta mais perto de casa, mas que foi um desastre. Não fiz aquilo para o qual supostamente fui contratado e, ao fim de 9 meses, fui substituído por dois IEFP’s.

Nesta altura fiz um sim ou sopas… Ou me metia na linha ou era (mais) uma desgraça para os meus pais. E meti-me mais ou menos na linha. Entrei numa empresa de renome em todo o mundo, estive lá oito anos e foi sempre a subir. Mudei de emprego duas vezes e neste momento estou próximo do topo da carreira, ainda antes de fazer 40 anos. E sou feliz.

Então, o que é que me levou a participar no desafio dos Pássaros? Tudo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D