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Como quem não quer A Coisa

Como quem não quer A Coisa

13
Mar21

Fábula #17

O Coiso

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Fim de semana primaveril. Lá fora, os passarinhos cantam e o vento sopra com força. 

Acordei da minha sesta e dirigi-me à casa de banho, apenas para te encontrar no banho a masturbares-te. Estavas tão concentrada no acto que nem me viste, por isso deixei-me ficar na soleira da porta, a espreitar-te. Gemias baixinho, uma mão na borda da banheira, a outra no teu tesouro.

Começo a sentir o sangue a entumecer-me e uma sensação boa na minha mente, por isso dispo-me e começo, também eu, a masturbar-me devagar. Ver-te estava a deixar-me super excitado mas não te queria interromper, pelo menos para já.

Começas a arquear as costas e a respirar mais depressa, o orgasmo a chegar. E eu ali a ver-te, duro e pronto a vir-me também. Após o teu orgasmo não resisto e entro na casa de banho, de membro erecto e vontade bem explícita. Pego em ti ao colo e levo-te, a pingar, para a cama.

Agora, vamos ter uma conversa os dois...

09
Mar21

Rain...

O Coiso


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Chove lá fora.

A discussão de hoje ainda soa nos meus ouvidos enquanto ouço as bátegas nas janelas e vejo pelo canto do olho o relampejar da trovoada. Sentado no sofá, seguro um cigarro na mão direita e um copo de licor na esquerda. Não sou fã de nenhum deles mas hoje apeteceu-me. A roupa ensopada cola-se-me ao corpo e o cabelo húmido liberta gotas pela minha testa abaixo.

Estou sozinho em casa. Algures na cidade, procuras uma cama para passares a noite, pois já não é comigo que queres estar. Disseste-mo há poucas horas, com ar sério e expressão fria, "vou deixar-te, porque isto já não vai a lado nenhum". Como sempre, não te respondi, apenas virei novamente a cabeça para o programa que estava a ver e carreguei no play. E tu desta vez não choraste. A chuva não esteve nos teus olhos. Nem nos meus.

No fundo, ambos sabíamos disso, só o adiámos. E odiamo-nos por isso.

À noite, já não querias que te tocasse e não me procuravas quando me deitava mais tarde. As poucas vezes que fazíamos... amor? sexo? coito? era maquinalmente. Um copo de água para matar a sede, apenas. Não uma urgência como no início.

E a culpa? Não há. Nunca houve. Duas pessoas com rumos diferentes, com ideias e perspectivas opostas, tão diferentes que se atraíram numa festa de amigos comuns e não mais se largaram. Tão burras que não perceberam que a água e o azeite não se misturam. Por muito que chova sobre as oliveiras...

E agora aqui estou, com um cigarro numa mão, um licor na outra, ensopado depois ter saído para sentir a chuva cair sobre mim. Para quê? Para fingir que caía dos meus olhos. Que era salgada e que vinha do coração. Mas nunca fui bom a fingir. Só enganei uma pessoa, com este teatro. Ou tentei...

Parece-me que está a começar a chover outra vez. Desta vez vem da minha alma... E dói!

07
Mar21

Aguardando

O Coiso

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É assim que te imagino, sempre! Bela, nua, sensual, aguardando. O quê, perguntas? Não sei bem se a mim ou outro, se este ou aquele, se fulano, beltrano ou sicrano. Simplesmente aguardando que chegue o Alazão onde serás Amazona, sem sela ou arreio, cabeçada ou rédea.

 

03
Mar21

Viagens

O Coiso

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Poderia ser o álbum do Pedro Abrunhosa, mas não. É mesmo uma das coisas que sinto mais falta. Poder ir viajar para um destino quente, com águas calmas e mornas, com pouca ou nenhuma roupa, com bebidas alcoólicas coloridas para ganharmos coragem líquida.

Noites loucas, de preferência sem dormir, com muito e bom sexo, com muitos carinhos e cafunés, com coisinhas boas e sem horários. Com a barriguinha cheia de comidas com sabores exóticos e diferentes, inebriado e animado, este é o mundo que me faz mais falta.

Outra coisa que me faz falta... passar uma noite a dançar loucamente numa qualquer discoteca, num louco roça roça com desconhecidos, sair exausto e transpirado ao raiar do dia, pegar num iogurte enorme e ir para a beira da água ver o Sol a nascer.

Gosto tanto de viver...

21
Fev21

Fábula #16

O Coiso

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Estou confortavelmente deitado no sofá a ler e tu no computador a trabalhar. O almoço ainda me pesa no estômago e a volúpia de uma tarde passada na tua companhia faz-me sorrir. Nesse momento olhas para mim e perguntas o porquê do meu sorriso. Respondo que estar aqui, perto de ti, é o melhor tónico para a minha boa disposição. Sorris também.

Algum tempo depois, sinto movimento na tua mesa de trabalho e olho, por cima da leitura, para ti. Ajeitas o cabelo negro e comprido num rabo de cavalo, as costas arqueadas e a expressão serena. Miro languidamente os contornos do teu corpo, o teu peito grande e direito sem necessidade de apoio, a tua cara em perfil, lábios doces e carnudos, maçãs do rosto altas e olhos escuros e brilhantes como carvões numa fogueira. Novamente sorri. Novamente sou apanhado e questionado. Desta vez digo "És a mulher mais bonita que eu já vi na vida".

Levantas-te e vens até mim. Beijas-me demoradamente e montas-me com cuidado. As minhas mãos nas tuas. Sinto a tua pélvis na minha e fico imediatamente mais animado. A tua língua brinca com a minha e as tuas mãos largam as minhas e puxam-me o cabelo suavemente. Imediatamente começo a apalpar-te. Sei que queres que passe a mão no teu corpo e faço-te a vontade. A tua respiração acelera e dizes-me "quero-te" ao ouvido com voz rouca e sensual.

Com um golpe de rins levanto a minha pélvis contigo em cima de mim e puxo as calças de fato de treino e os boxers para baixo num movimento só. Afasto-te a tanga para o lado e coloco a cabeça do meu pau junto dos teus lábios. Lambes a mão e afagas-me, conferindo-lhe uma lubrificação que facilita a minha entrada. De uma estocada só enfias-me dentro de ti. Exalas ruidosamente e voltas a beijar-me, enquanto lentamente meneias a cintura. A cadência lenta facilita o teu orgasmo e rapidamente sinto-te a apertar-me mais e mais, os teus gemidos aumentam de tom e a onda cresce até ao climax. Nesse momento, tiras-me de dentro de ti e continuas com a mão. Olhas-me nos olhos e perguntas-me se gosto assim. As minhas mãos torcem os teus mamilos enquanto respondo que sim, que quero mais, que me quero vir para ti.

Não aguento mais, penso para mim. Fecho os olhos. Sabes imediatamente o que vai acontecer. De um salto colocas-te de gatas no meio das minhas pernas e aceleras com a mão enquanto olhas para mim e perguntas "queres-te vir na minha boca?". Respondo que sim e deitas a língua de fora, lambendo-me a glande docemente. Expludo imediatamente e fecho os olhos, sentindo o calor da tua boca fundo em mim, os teus lábios a preencherem-me, os teus gemidos de prazer misturados com os meus.

Depois beijas-me. Sinto o meu sabor na tua boca, salgado e acre, misturado com o mentolado da pasta de dentes. Abraço-te com força. Só assim faz sentido. Ficamos assim alguns minutos. A recuperar o ritmo cardíaco. Intimamente ligados, somos dois mas somos um. Depois beijas-me docemente, lábios com lábios, levantas-te e retomas o teu lugar na mesa de trabalho. Eu pego novamente na leitura mas antes, olho para ti. E sorrio...

 

16
Fev21

Fica!

O Coiso

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Não vás, peço-te! Fica comigo, deixa-me amar-te como mereces. Deixa-me fazer de ti o centro do meu mundo, o sol à volta de onde orbito, o planeta que gravito como uma pobre lua.

Sem ti a meu lado, para me apoiar, amar e aconselhar, para me ouvir desabafar e para confiar os meus pensamentos mais negros, o mais certo é perecer, ensandecer no mínimo.

És a minha Super Mulher!

25
Jan21

Saudade

O Coiso


Não sou a pessoa mais dada a melancolias, mas há dias em que sou assaltado à mão armada, cara podre mesmo, por esse sentimento tão tuga que é... a saudade.

E a saudade de quê, perguntam vocês?

Por onde começar... saudades de pessoas, primeiro. Desde Março do ano passado que praticamente não saio de casa. Já é quase um ano, sem praticamente fazer um monte de coisas que adoro: ir beber um copo, ir a um jantar, ver gente gira, dar um flerte sem consequências, dar um sorriso malandro e uma resposta com segundo sentido a uma funcionária de uma loja e vê-la a corar (ou a responder à letra e eu ficar de cara à banda...)

Depois... saudades de fazer as minhas cenas, ter a minha rotina, que isto de reuniões por zoom e o caralho a sete, é um desmazelo. Nunca fui o menino do fatinho e da gravata, mas acordar bem cedo, tomar um duche, desfazer a barba, vestir uma roupinha bonita e entrar no carro para ir trabalhar é uma vida que sempre me fez muito sentido. E agora, acordar pra estar em frente ao pc ou ao telemóvel 10 minutos depois... é uma merda!

E ainda... saudades vossas! Dos blogs que acabaram, das pessoas que costumavam ir a esses blogs, das conversas que se tinham nesses blogs (e fora deles...).

Finalmente... saudades de ver calças justas, decotes arrojados, transparências malandras. De um bom macacão ou um vestido de lã tipo sereia numa gaja boa. De uma camisa de botões justa com aquele botão maroto desapertado no soutien. Daquela alça rendada a aparecer da gola de barco. Daquele andar sacolejante que não esconde nada. Daquela perna torneada na calça de sarja.

Ah! E de ti...

 

 

 

 

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